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Pré-candidato a prefeito de São Paulo defende intervenção militar

Pré-candidato a prefeito de São Paulo defende intervenção militar

Por Folhapress

11/09/2020 às 11:30

Foto: Reprodução

Antônio Ribas

Patriota, conservador, ruralista e inimigo do MST, Antônio Ribas Paiva, 71, tem vários predicados para se apresentar como o verdadeiro candidato da "direita raiz" a prefeito de São Paulo.

Como se não bastasse, também é um entusiasta da intervenção militar, que seria usada em momentos em que a classe política "trai a sociedade".

Paiva é pré-candidato a prefeito pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão), que no passado já foi o PRN, legenda pelo qual Fernando Collor se elegeu presidente, em 1989. Hoje, é um partido nanico, mas que busca o cobiçado manto de representante da direita.

O partido fará sua convenção municipal no domingo (13), e o pecuarista é por enquanto o único pré-candidato a prefeito. Mas não está descartada uma mudança de posição de última hora, para apoiar outra candidatura.

Paiva, no entanto, está confiante de que disputará a eleição. Na noite de quarta-feira (9), visitou o acampamento que algumas dezenas de apoiadores de Jair Bolsonaro mantêm ao lado da Assembleia Legislativa, para se apresentar como o único nome em quem eles podem acreditar.

Ele diz que espera ter o apoio oficial do presidente. Afirma que partiu de ex-colegas de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) o apelo para que se candidatasse.

"Tenho essa promessa [dos amigos de Bolsonaro], que devem ter conversado com ele. Só aceitei porque precisariam de alguém que não fosse político, que fosse novo. O povo está rejeitando esses políticos mais antigos, cascudos. Sou o único pré-candidato de direita raiz", afirma. Ele não diz quem seriam esses amigos do presidente.

Paulistano, Paiva diz ter sangue bandeirante nas veias. "Minha família está há dez gerações na produção agrícola, por parte de pai e de mãe".

Afirma ser descendente de Amador Bueno da Veiga (1650-1719), que participou da Guerra dos Emboabas, em que paulistas e mineiros entraram em conflito pelo direito de explorar jazidas de ouro recém-descobertas no interior do país.

Hoje, tem propriedades em Getulina, Promissão e Lins, onde cria gado nelore e planta cana de açúcar, milho e amendoim. Afirma que foi alvo de invasões do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) oito vezes nos anos 1990.

"Eles chegavam botando fogo no capim em que o gado pastava. Mas nunca reagi com violência, sempre consegui expulsá-los pela via judicial", afirma.

Militante conservador, já se aventurou numa eleição, quando disputou vaga de deputado constituinte pelo PTB. Teve apenas 3.200 votos e desiludiu-se com a política, até ser "convocado" pelos amigos bolsonaristas.

"Sempre considerei o processo politico e eleitoral o cassino do Al Capone. Sempre foi fraudado, desde que roubavam os mapas de votação", diz ele.

Nas últimas décadas, Paiva participou da fundação de diversas entidades para "defender o contribuinte, que está sendo esmagado". Entre elas, a Anacon (Associação Nacional dos Consumidores) e a Associação dos Usuários do Serviço Público. Também participa da União Nacionalista Democrática, um think tank conservador.

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