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Após arroz, Ministério da Economia consulta indústria sobre aumentos de preços em outros setores
Após arroz, Ministério da Economia consulta indústria sobre aumentos de preços em outros setores
Por Folha de S.Paulo
11/09/2020 às 06:49
Atualizado em 11/09/2020 às 06:49
Foto: Alex Silva/Estadão

Depois do arroz, o Ministério da Economia enviou pedido de informações a diferentes setores produtivos para identificar aumentos de preços. A pasta quer saber se há pontos de estresse em cadeias, como siderúrgica, têxtil, química, de máquinas e automotiva, e, em tendo, se os reajustes podem se alongar. Alguns produtos despontam como potenciais alvos de queixas, como aço e cimento, usados na indústria e na construção. Os aumentos foram verificados em diferentes áreas.
Representantes do setor produtivo estão informando que, por efeito da longa parada em razão da quarentena, há escassez de alguns insumos. E com o rápido retorno do consumo, a partir de junho e julho, estão ocorrendo aumentos de preços. Para eles, o movimento é temporário.
O aço prevê dois meses até voltar à normalidade. Enquanto isso, fabricantes de máquinas e construtores acusam reajustes de 30% a 40% dos produtos siderúrgicos neste ano e de 10% no cimento. Empreiteiros planejam levar cálculos para a Infraestrutura e Desenvolvimento Regional. Alegam que, se nada for feito, as obras do governo vão ficar mais caras.
A construção civil é considerada, por auxiliares de Paulo Guedes, o carro-chefe da retomada da economia, pós pandemia.
