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Anvisa autoriza dobrar número de voluntários em testes de vacina de Oxford no Brasil

Anvisa autoriza dobrar número de voluntários em testes de vacina de Oxford no Brasil

Por Folha

15/09/2020 às 17:26

Atualizado em 15/09/2020 às 17:26

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Número de participantes deve alcançar 10 mil; pessoas acima de 69 anos poderão ser incluídos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta terça-feira (15) a ampliação do número de voluntários que devem fazer parte, no Brasil, de estudos da vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

Com isso, o total de participantes no país deve passar de 5 mil para 10 mil.

Além de permitir que seja ampliado o número de participantes, a agência também autorizou uma mudança na faixa etária de testes da vacina, que passa a incluir participantes maiores de 69 anos.

Dois novos estados também devem ser incluídos nos testes: Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Atualmente, os testes da chamada fase 3, que verifica dados de segurança e eficácia da vacina, são coordenados pela Unifesp, em São Paulo, e ocorrem também em Salvador e no Rio de Janeiro.

A solicitação foi feita pela AstraZeneca. O aval foi publicado no Diário Oficial da União.

Na prática, podem participar do estudo profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à covid-19, além de trabalhadores que desempenhem funções em ambientes com alto risco de exposição ao novo coronavírus. A idade mínima é de 18 anos. Não há, porém, idade máxima a partir de agora.

"Isso é extremamente importante, porque incluímos nessa fase pessoas que sabidamente têm risco mais elevado de complicações à Covid-19 e, assim, o estudo pode refletir ainda mais a realidade", disse em nota divulgada pela Unifesp a professora Lily Weckx, coordenadora do estudo da vacina no Brasil.

As mudanças ocorrem dias após o anúncio da retomada dos testes da vacina de Oxford no país. Os estudos haviam sido pausados de forma temporária após a suspeita de uma possível reação adversa grave em uma participante do Reino Unido.

O aval para a retomada ocorreu após análise de informações da agência reguladora britânica, do comitê independente de segurança do estudo clínico e da AstraZeneca.

Segundo a Anvisa, "após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a agência concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável", o que levou à posição pela retomada do estudo.

Ainda de acordo com a agência, não houve registro de eventos adversos graves em participantes brasileiros.

Atualmente, quatro vacinas estão em testes no país.

Além da AstraZeneca, tiveram autorização para estudos a empresa chinesa Sinovac, que conduz pesquisas em parceria com o Instituto Butantan, e empresa norte-americana Pfizer e a Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson.

Ainda não houve pedido de aval a estudos da vacina Sputnik V, em desenvolvimento pela Rússia.

Antes das mudanças nos testes da AstraZeneca, a agência também já havia autorizado mudanças no estudo conduzido pela Pfizer no Brasil. A empresa pediu a inclusão de um novo local de fabricação das vacinas usadas nos testes.

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