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Maria Marighella diz que nomeações na Secretaria de Cultura revelam avanço do autoritarismo do Governo Bolsonaro
Maria Marighella diz que nomeações na Secretaria de Cultura revelam avanço do autoritarismo do Governo Bolsonaro
Por Redação
08/08/2020 às 09:14
Atualizado em 08/08/2020 às 09:14

A atriz e gestora cultural Maria Marighella, pré-candidata pelo PT à vereadora de Salvador, criticou as indicações, publicadas ontem (7) no Diário Oficial da União, de André Porciuncula Alay Esteves para a Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura e de Mauricio Noblat Waissman para a Secretaria Nacional de Desenvolvimento Cultural. Os cargos são ligados à Secretaria Especial de Cultura do Governo Federal.
Waissman foi assessor durante a passagem de Regina Duarte pela Secretaria e Esteves é bolsonarista e policial na Bahia. Os dois são seguidores de Olavo de Carvalho, ideólogo do governo Bolsonaro, e não têm qualquer ligação com o setor de cultura.
Para a petista, mais do que revelar o olavismo, as indicações são uma reação à grande vitória da mobilização social para a aprovação da Lei Aldir Blanc. A lei prevê um conjunto de ações para o setor, entre elas, auxílio para trabalhadoras e trabalhadores culturais, um dos mais atingidos pelas medidas de isolamento social por conta da Covid-19.
Marighella atenta ainda para o fato de que os dois indicados vão gerir áreas estratégicas e sensíveis na elaboração de políticas culturais, o que pode revelar o avanço do autoritarismo do governo junto ao setor. “É um ato de vigilância, autoritário, da ordem do arbítrio”, concluiu.
