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Em meio à tensão com Supremo, CPI de São Paulo ouvirá Twitter, Facebook, WhatsApp e Instagram
Em meio à tensão com Supremo, CPI de São Paulo ouvirá Twitter, Facebook, WhatsApp e Instagram
Por Painel/Folha de S.Paulo
03/08/2020 às 07:56
Atualizado em 03/08/2020 às 07:56
Foto: Marcelo Casal Júnior/Agência Brasil

A CPI das Fake News na Assembleia Legislativa de SP ouvirá Twitter, Facebook, YouTube e WhatsApp na sexta (7). O propósito do encontro virtual será o de colher informações sobre quais medidas as empresas têm tomado para o combate da disseminação de notícias falsas.
Presidente da CPI, o deputado Caio França (PSB) afirma que o debate passará pelo embate que as empresas, especialmente Facebook e Twitter, têm travado com o ministro do STF Alexandre de Moraes, que determinou o bloqueio de perfis bolsonaristas fora do Brasil. O Twitter cumpriu a ordem, e o Facebook, não.
Ganha força nas discussões sobre fake news na Câmara dos Deputados uma proposta das radiodifusoras sobre a perspectiva de se responsabilizar penalmente provedores pela divulgação de mensagens falsas, como defendem ministros do STF .
A ideia é que não só os usuários, mas as empresas que lucrem pela propagação de conteúdo falso-- recebam dinheiro por impulsionarem ou patrocinarem um post, por exemplo-- possam ser questionadas na Justiça. A primeira versão do relatório da Casa sobre o tema deve ficar pronta na semana que vem.
