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Mulheres negras e unidas é o lema do futuro", diz Marta no Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha
Mulheres negras e unidas é o lema do futuro", diz Marta no Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha
Por Redação
25/07/2020 às 11:45
Atualizado em 25/07/2020 às 13:03
Foto: Divulgação

Neste 25 de julho (sábado), data em que se reverencia o Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Democracia da Câmara de Salvador, vereadora Marta Rodrigues (PT) parabenizou a todas as mulheres pela? luta constante travada pelo povo negro no país, que atualmente correspondem a 53% dos brasileiros, mas ainda convive com desigualdades, discriminações e sequelas sociais da escravidão.?
"Esta data é muito importante para nós mulheres negras, pois nos fortalece como cidadãs, reforça nossos direitos e nossa luta. As mulheres negras estão expostas a todos os vieses do racismo: a solidão, a violência policial, ao silenciamento, ao encarceramento, à exclusão dos espaços de decisão, menores salários e à violência doméstica. O Atlas da Violência de 2019 mostra isso, que além de serem as mais afetadas na violência doméstica, 60% de todas as mulheres assassinadas no Brasil eram negras.". afirma.?
A data foi fruto do encontro de grupos femininos negros, em 1992, de 32 países da América Latina e do Caribe em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo e o sexismo. Junto à Organização das Nações Unidas (ONU), milhares de mulheres negras do mundo levaram pautas sociais e violências cotidianas.
? "Considerando a importância dessa data, Dilma instituiu em 2014 o 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela, uma grande líder do movimento negro e resistência quilombola, um exemplo. O dia de hoje é para reverenciar, pois só a? união de mulheres negras vai conseguir mudar a realidade", declara.?
De acordo com a vereadora Marta Rodrigues, se faz urgente fortalecer a união das mulheres negras no Brasil, criar redes e plataformas digitais, para transformar essa realidade, a começar pela ocupação delas nos espaços de poder e de decisão na sociedade.?
"Segundo dados do TSE, menos de 5% das cadeiras de vereadores, que são cerca de 57 mil, são ocupadas por mulheres negras e pardas. A baixa representatividade reflete diretamente na ausência de políticas sociais e desse esquecimento do povo negro, é uma necropolítica, uma forma de dar continuidade ao racismo e ao genocídio do povo negro", declara.?
Para Marta, a pandemia aumentou todas as agressões e retiradas de direito do povo negro e da mulher negra e evidenciou a gravidade do que está por vir. "A doença, para piorar, tem levado mais negros a óbito, que vitimas das desigualdades sociais, contem as comorbidades que agravam a doença.? O Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela merece reverência e servir de incentivo para nossa união pela democracia e justiça social", acrescentou.
Violência Doméstica - Diante do aumento de números de violência doméstica no Brasil, a vereadora apresentou dois projetos na Câmara, um pedindo a criação da delegacia da mulher digital para facilitar denúncias, e a destinação de 5% das vagas de hotéis e pousadas para mulheres vitimas da violência doméstica e seus filhos até 11 anos.? Ambos os projetos são pautados nos movimentos? de mulheres, conforme afirma Marta.
