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Fase de radicalismo é passageira e surgiu como resposta ao PT, diz líder do movimento Vem pra Rua
Fase de radicalismo é passageira e surgiu como resposta ao PT, diz líder do movimento Vem pra Rua
Por Folha de S. Paulo
12/07/2020 às 09:03
Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress

A base bolsonarista é radical e a eleição de Jair Bolsonaro foi uma resposta da população aos anos de governo do PT, mas a fase atual é passageira, na visão do porta-voz do movimento Vem pra Rua (VPR), o empresário Rogério Chequer, 52.
"Esse extremo não vai durar para sempre", diz ele à Folha. O grupo, que faz críticas a Bolsonaro nas redes sociais, descarta apoiar no momento o impeachment do presidente e se recusa a ir às ruas durante a pandemia.
"Não acreditamos que este seja o melhor momento para discutirmos o impeachment", afirma.
Para o movimento, um dos indutores dos protestos pela derrubada de Dilma Rousseff (PT), ainda não há clareza sobre crime para embasar o afastamento do atual mandatário.
O empresário, que foi candidato a governador de São Paulo pelo partido Novo (ficou em 6º lugar, com 673.102 votos), foi eleitor do presidente e não se arrepende. O movimento pregou voto contra o PT.
Entre as prioridades do VPR hoje estão uma campanha pela prisão imediata após condenação em segunda instância e outra pelo fim do foro especial. O grupo encampa ainda a defesa do ex-ministro Sergio Moro e da Lava Jato.
Chequer relativiza o peso de atos de rua e afirma que mobilizações políticas ganham cada vez mais corpo no ambiente virtual —a organização tem 2,3 milhões de seguidores no Facebook.
