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Taxa de internação por Covid-19 em Feira de Santana é sete vezes menor do que estimado, diz Prefeitura
Taxa de internação por Covid-19 em Feira de Santana é sete vezes menor do que estimado, diz Prefeitura
Por Redação
03/06/2020 às 12:59
Atualizado em 03/06/2020 às 20:19
Foto: Divulgação

O número de internações por coronavírus segue abaixo das estimativas em Feira de Santana, apesar do crescimento de casos, segundo explicou nesta quarta-feira (3) o prefeito Colbert Martins (MDB) durante entrevista coletiva. O Município tem hoje 708 casos de Covid-19, com 20 pacientes hospitalizados. A estimativa é que o número de internamentos fosse sete vezes maior.
Colbert ainda ressaltou que, embora o número de internação seja baixo, medidas mais duras podem ser adotadas para reduzir o número de casos. “Não há colapso do nosso sistema hoje, mas uma quantidade de leitos públicos e privados quase que totalmente atingido. Não só de pessoas da cidade, mas da região. E estamos pensando em medidas mais restritivas, porque não tem outra forma de agir. Vamos conversar também com o governo do estado. As medidas mais duras e mais restritivas se fazem necessárias”, afirmou.
A infectologista da Secretaria Municipal de Saúde, Melissa Falcão, explica que, para cada 100 casos, era esperado que houvesse 20 internamentos e que cinco desses precisassem de terapia intensiva. “Nós temos 708 casos e 20 pacientes internados. Deixando claro que esses internamentos não são só das pessoas que estão internadas em Feira de Santana, mas também das pessoas do nosso município que se encontram internadas em Salvador. Então, a nossa taxa de internação, apesar do aumento do número de casos, continua muito abaixo do que é esperado estaticamente”, declarou.
Colbert frisou ainda que pretende colocar o hospital de campanha do município em funcionamento já nesta quinta-feira (4) e afirmou que estuda uma nova ampliação no número de leitos exclusivos para atender pacientes com Covid-19.
Até o momento, a Prefeitura de Feira de Santana já fechou 617 estabelecimentos, entre restaurantes, lojas e bares, por descumprirem medidas restritivas adotadas para combater o avanço do novo coronavírus.
