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Intermediários citados por empresária em compra de respiradores são chave para desvendar caso
Intermediários citados por empresária em compra de respiradores são chave para desvendar caso
Por Redação
10/06/2020 às 23:40
Atualizado em 10/06/2020 às 23:44
Foto: Divulgação/Arquivo

Um magistrado que teve acesso aos depoimentos dos empresários Cristiana Prestes, sócia da Hempcare, e Paulo de Tarso, proprietário da Biogeoenergy, presos na operação Ragnarok, da Polícia Civil baiana, que apura a compra fraudulenta de respiradores pelo Consórcio Nordeste, disse agora à noite a este Política Livre que, especialmente a executiva, traçou um roteiro perfeito para o desdobramento das investigações eventualmente pela Polícia Federal.
Ele se referia a três nomes citados pela empresária que, segundo ela, teriam recebido R$ 400 mil, R$ 3 milhões e R$ 9 milhões, respectivamente, pela intermediação da compra, um dos quais, segundo Prestes, sócio do irmão do ex-chefe da Casa Civil do governo Rui Costa, Bruno Dauster, a quem ela atribuiu as tratativas para a aquisição dos equipamentos, razão porque o braço-direito do governador foi obrigado a deixar a pasta.
No depoimento, Prestes revelou que, surpreendentemente para ela, o valor total da compra, de R$ 48 milhões, foi pago em 2 dias. Na avaliação do magistrado, experiente em investigações, chegar aos três intermediários apontados por Prestes e identificar para quem eles podem ter, eventualmente, repassado o dinheiro, é essencial para descobrir a trama em que o governo foi envolvido, levando à elucidação do caso.
Ele avalia que, como a Polícia Civil da Bahia aparentemente não deu prosseguimento às apurações, a PF poderia retomá-las a partir deste ponto, conseguindo desvendar o roteiro do dinheiro e a movimentação de seus personagens. Hoje, depois de tomar conhecimento do vazamento do depoimento dos empresários, o governador convocou uma reunião de emergência para amanhã com seus principais auxiliares para avaliação do quadro.
