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Com Aras no caminho, inquéritos que atingem Bolsonaro vão depender de provas irrefutáveis e pressão popular
Com Aras no caminho, inquéritos que atingem Bolsonaro vão depender de provas irrefutáveis e pressão popular
Por Painel/Folha de S.Paulo
01/06/2020 às 06:42
Atualizado em 01/06/2020 às 06:42
Foto: Isac Nóbrega/PR

Apesar da disposição demonstrada pelo STF de tentar impor limites a Jair Bolsonaro, integrantes da classe política e do Judiciário avaliam que as principais investigações em andamento ainda dependem de provas inquestionáveis e pressão social para prosperarem. Isso porque o único com prerrogativa para oferecer denúncia é o procurador-geral, Augusto Aras, que vem manifestando discordância com o Supremo e afinidade com as pautas do presidente.
Segundo políticos e magistrados ouvidos pelo Painel, por enquanto os inquéritos têm como efeito prático aumentar tensões e, no máximo, desgastar a imagem de Jair Bolsonaro. Se nada mudar, as apurações estarão fadadas ao fracasso.
O procurador-geral foi contra todas as medidas de busca e apreensão na investigação de fake news. Nos bastidores, ele também tem dito não ver indícios de que Bolsonaro tenha praticado qualquer tipo de crime no caso que apura interferência na PF.
Na nota oficial que divulgou às 23h25 da sexta-feira (29) para dizer que estava incomodado com as especulações de seu nome para uma vaga no Supremo, Aras não citou uma só vez Bolsonaro, que um dia antes fez referência à situação, dizendo que considerava seu nome para uma terceira vaga, hoje inexistente.
