Argentinos protestam contra quarentena e crise econômica
Por Folha de S.Paulo
20/06/2020 às 19:55
Atualizado em 20/06/2020 às 19:55
Milhares de pessoas, segundo estimativa da polícia, se reuniram na tarde deste sábado (20) para protestar na Argentina contra as medidas impostas pela gestão de Alberto Fernández no combate à pandemia do coronavírus. Os atos também reclamavam da situação econômica do país.
Com bandeiras nacionais, camisetas da seleção de futebol e muitos sem máscaras, os manifestantes foram às ruas em Buenos Aires, Rosario, Córdoba, Avellaneda e na Patagônia, entre outras localidades.
Na capital argentina, houve passeata desde o Obelisco até a Praça de Maio, diante da Casa Rosada, sede do poder presidencial. Ao redor da residência de Olivos, onde o presidente realiza quarentena por ter tido contato com funcionários contaminados, também houve buzinaços e gritos de: "queremos liberdade" e "queremos trabalhar".
Convocados pela internet, os protestos tinham duas pautas principais: criticar a quarentena (que se aproxima do centésimo dia) e reclamar da tentativa de Fernández de expropriar uma empresa privada, a Vicentín, de alimentos agropecuários, com a justificativa de que era para "manter a soberania alimentária do país".
O caso da intervenção da Vicentín está sendo analisado pela Justiça.
Mas os protestos reuniram também outras questões, como os casos de corrupção relacionados ao kirchnerismo e a contrariedade com a libertação de presos durante a pandemia e contra casos de corrupção relacionados ao kirchnerismo.
Havia ainda cartazes insultando a China e ao sistema 5G de telefonia celular.
