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Maia vê risco em redução do valor do auxílio emergencial defendida por Guedes

Maia vê risco em redução do valor do auxílio emergencial defendida por Guedes

Por Folha

28/05/2020 às 14:43

Atualizado em 28/05/2020 às 14:43

Foto: Maryanna/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) durante votação

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (28) que a prorrogação da concessão do auxílio de R$ 600 já é consenso, mas disse ver risco em uma eventual redução desse valor, como defende o ministro Paulo Guedes (Economia).

O deputado participou de seminário “Retorno da atividade econômica pós isolamento social”, realizado virtualmente e que contou com a participação do economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central.

Também discutiram o assunto os economistas Ana Paula Vescovi, do Santander, Edmar Bacha, que participou da criação do Plano Real, e Ilan Goldfajn, ex-presidente do BC.

Maia afirmou que, apesar do custo do auxílio emergencial, já é praticamente consensual a prorrogação da medida, criada para durar apenas três meses, com valores concedidos em abril, maio e junho.

A discussão se dá em torno do valor. “Eu tenho medo da redução do custo do auxílio emergencial, o que isso impacta na reação das pessoas”, disse.

“Acho que a redução do valor pode gerar...da mesma forma que ‘o não auxílio’, a redução do valor pode ter consequências também na base da sociedade.”

No último dia 20, Guedes admitiu a possibilidade de estender o benefício, mas defendeu que o valor fosse cortado para R$ 200, valor inicial proposto para o auxílio no Congresso —somente após pressão dos parlamentares o governo decidiu elevar a ajuda a R$ 600.

Dois dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o governo estenderia o auxílio emergencial para informais, mas com valor abaixo de R$ 600. Ele disse que haveria uma quarta parcela da ajuda e que inclusive poderia ocorrer um quinto pagamento.

"Conversei com o Paulo Guedes que vamos ter que dar uma amortecida nisso daí. Vai ter a quarta parcela, mas não de R$ 600. Eu não sei quanto vai ser, R$ 300, R$ 400; e talvez tenha a quinta [parcela]. Talvez seja R$ 200 ou R$ 300. Até para ver se a economia pega", disse.

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