Liderança de vereador em Alto de Coutos e motorista são encontrados mortos
Por Redação
04/05/2020 às 19:45
Atualizado em 04/05/2020 às 19:45
Foto: Divulgação

A polícia investiga o duplo homicídio que teve como uma das vítimas Luciano das Neves Melo, 45 anos, líder político do vereador Felipe Lucas (DEM), em Alto de Coutos. Ele e o motorista Leandro de Oliveira Paim Silva foram encontrados com marcas de tiro pelo corpo no Centro Indústria de Aratu (Cia), na madrugada de sábado (2).
Luciano e Leandro, conhecido também como Manchinha, foram sequestrados em Alto de Coutos por homens ainda não identificados. Segundo a assessoria de comunicação do vereador, Luciano era liderança do político no bairro - ou seja, ele era aquela pessoa que atuava na intermediação de melhorias para a comunidade, como calçamento e iluminação - e não tinha envolvimento com a criminalidade. Ainda de acordo com a assessoria, o vereador lamentou a morte da vítima e presta toda existência à família.
Em nota, a Polícia Civil informou que “a 22ª Delegacia (Simões Filho) segue com as investigações das mortes de Luciano das Neves Melo e Leandro de Oliveira Paim Silva. Os detalhes não estão sendo divulgados, neste momento, para evitar interferências no curso das apurações”.
Uma fonte próxima a Luciano informou que o crime pode estar ligado ao fato de a liderança incomodar o tráfico na localidade de Jauá, ainda em Alto de Coutos. “O tráfico de lá é muito pesado, a presença de Luciano pode ter provocado a ira dos traficantes”, declarou a a pessoa, que pediu anonimato.
A localidade de Jauá existe em Alto de Coutos há cerca de 30 anos, mas, há aproximadamente um ano, Luciano vinha atuando na região para levar benfeitorias à comunidade. “A região era pouco assistida e o tráfico tirava vantagem disso. Aí, Luciano começou a trabalhar para conseguir calçamento, iluminação e isso trazia visibilidade para Jauá, o que antes não tinha. A polícia passou a ir no local mais vezes”, relatou a fonte.
Ainda de acordo com essa pessoa, Luciano nunca comentou nada sobre possíveis ameaças. “A gente conversava muito. Há pouco tempo estive com ele, que estava tranquilo. Não ouvi nada em relação de ele andar amedrontado, mas sabemos dos riscos que qualquer pessoa que queira fazer o melhor para a sua comunidade, de uma forma honesta, corre. Ele era uma pessoa idônea. A família dele está arrasada, assim como todos nós”, declarou.
As informações são do jornal Correio*.
