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Dólar cai para R$ 5,7440, mas acumula alta de 5,6% na semana

Dólar cai para R$ 5,7440, mas acumula alta de 5,6% na semana

Por Folhapress

08/05/2020 às 20:56

Atualizado em 08/05/2020 às 20:56

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A cotação comercial da moeda americana caiu 1,57%, a R$ 5,7440

O entendimento entre China e Estados Unidos em torno do acordo comercial entre os países levou o mercado financeiro a um apetite a risco nesta sexta-feira (8). As principais Bolsas globais registraram ganhos e o dólar perdeu força.

A cotação comercial da moeda americana caiu 1,57%, a R$ 5,7440. Na véspera, o dólar renovou o recorde nominal (sem contra a inflação), a R$ 5,8360. Na semana, a divisa acumulou alta de 5,65%. No ano, há valorização de 43%.

O Ibovespa fechou em alta de 2,75%, a 80.263 pontos, maior patamar desde do dia 30 de abril. Os ganhos do índice foram impulsionados por Petrobras, Vale e bancos. Na semana, o índice teve leve queda de 0,3%

Nesta sexta, os papéis dos bancos se recuperaram das quedas dos dois últimos pregões. Itaú subiu 5,22%, a R$ 22,56, Bradesco teve alta de 5,36%, a R$ 18,07. Banco do Brasil e Santander ganharam 3,2%, a R$ 27,10 e 4,6%, a R$ 24,43, respectivamente.

As ações preferenciais (mais negociadas) da petroleira subiram 5,96%, a R$ 18,48 e as ordinárias (com direito a voto), 7,26% a R$ 19,63 com a alta dos preços do petróleo no exterior. Além disso, o Bradesco BBI elevou a recomendação dos papéis e o presidente Jair Bolsonaro afirmou na quinta-feira, que não aumentaria o Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico) na gasolina para beneficiar o etanol.

O barril de petróleo Brent sobe 4,7%, a US$ 30,85. O minério de ferro teve alta de 2,6%, a US$ 89,33, maior valor desde 11 de março, o que levou as ações da Vale a subirem 6,23%, a R$ 48,92.

A valorização das matérias-primas vem após a conversa, por telefone, entre o vice-premiê chinês, Liu He, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. Segundo o ministério do Comércio da China, eles concordaram que os dois países trabalharão juntos para criar um ambiente favorável para a implementação da Fase 1 do acordo comercial assinado no início deste ano.

O gabinete do Representante de Comércio dos EUA disse que os dois lados "também concordaram que, apesar da atual emergência mundial de saúde, ambos os países esperam cumprir suas obrigações nos termos do acordo em tempo oportuno."

Os negociadores também concordaram que "bons progressos" estavam sendo feitos na criação de infraestruturas governamentais para o sucesso da Fase 1 e continuarão as reuniões necessárias para o acordo comercial por teleconferência regularmente, disse o gabinete dos EUA.

A notícia acalmou investidores, principalmente depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, e outras altas autoridades norte-americanas culparam a China pela morte de centenas de milhares de pessoas devido ao surto de coronavírus, e ameaçaram ações punitivas, incluindo possíveis tarifas e o afastamento das cadeias de suprimentos da China.

O entendimento entre as maiores economias do mundo ofuscou o aumento do desemprego nos EUA. Em abril, foram 20,5 milhões de empregos a menos, a maior destruição de vagas desde a Grande Depressão. A taxa de desemprego saltou para 14,7%, dos 4,4% registrados em março. Em fevereiro, antes do início da crise, ela era de 3,5%.

Apesar da forte alta, os dados foram melhores do que o esperado pelo mercado. Economistas consultados pela Bloomberg estimavam uma taxa de 16,3%.

Dow Jones teve alta de 1,99%, S&P 500 de 1,69 Nasdaq subiu 1,58%.

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