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Promotoria Eleitoral denuncia Skaf por R$ 5,1 mi em propinas da Odebrecht

Promotoria Eleitoral denuncia Skaf por R$ 5,1 mi em propinas da Odebrecht

Por Estadão

28/04/2020 às 09:11

Atualizado em 28/04/2020 às 09:11

Foto: André Dusek/Estadão

Paulo Skaf

O Ministério Público Eleitoral em São Paulo denunciou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB), por R$ 5,1 milhões em propinas e caixa dois da Odebrecht, durante a campanha de 2014, ao governo do Estado. Também são acusados o marqueteiro de campanhas Duda Mendonça, seu filho, Alexandre Mendonça e Paulo Luciano Tenuto Rossi, o ‘Palu’, o doleiro Álvaro José Novis, o presidente da empreiteira, Marcelo, e três ex-executivos ligados à construtora.

A denúncia é assinada pelos promotores da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Fábio Ramazzini Bechara, Everton Luiz Zanella, Luiz Ambra Neto e João Santa Terra Júnior. Eles também imputam aos acusados os crimes de lavagem de dinheiro.

“Esquema deliberadamente voltado ao trato de dinheiro marginal, o que serve a necessidade de desassocia-lo de sua origem espúria, conferindo-lhe, por sua própria fungibilidade, aptidão a s mais amplas possibilidades de fruição,

inclusive em campanhas eleitorais, e que apesar das evidencias quanto ao recebimento de vultosas quantias em espécie, inexiste qualquer sinalização sobre o real emprego desses valores, o que atesta a eficácia do propósito de ocultação”, dizem os promotores.

Além da delação da empreiteira, a denúncia conta com diversas conversas entre agentes da Transnacional, responsável pela entrega do dinheiro, e também do doleiro Álvaro Novis. São mensagens internas em que os funcionários da corretora e da transportadora conversavam sobre senhas, datas, endereços, e codinomes, nomes dos intermediários da propina, e até mesmo seus celulares telefones.

Os pagamentos a Skaf, segundo a empreiteira, teriam sido feitos sob os codinomes ‘Kibe’ e ‘Tabule’. Em uma das entregas registradas pela empreiteira, e pela transportadora, no dia 21 de agosto de 2014, teria sido na Avenida Ibirapuera, 2927, onde fica o Hotel Bourbon.

Naquele dia, estava hospedada Nadja Nara Moraes Villas Boas, apontada pelo próprio Duda Mendonça como uma das intermediárias para receber o valor. Os dados também foram confirmados pelos registros do hotel. O valor foi de R$ 419 mil.

Outras duas entregas de R$ 500 mil, teriam sido feitas no dia 3 e 4 de setembro daquele ano. Duda diz ter indicado Milton Piazenti dos Santos, outro intermediário. Segundo a empreiteira e a transportadora, os repasses foram feitos na Alameda Anapurus, 1661, em São Paulo, onde fica o The Palace Flat Moema. O estabelecimento também identificou Milton hospedado naqueles dias.

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