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Dólar abre negociações do dia em alta em meio às incertezas sobre o coronavírus
Dólar abre negociações do dia em alta em meio às incertezas sobre o coronavírus
Por Estadão
13/04/2020 às 10:06
Atualizado em 13/04/2020 às 10:06
Foto: Paulo Vitor/Estadão

O dólar abriu as negociações desta segunda-feira, 13', com alta de 0,5%, cotado a R$ 5,12. Na semana passada, a flutuação da moeda americana foi muito alta, atingindo o recorde nominal, quando não se desconta a inflação, desde o Plano Real, de R$ 5,32, mas fechando a semana na quinta-feira, 9, a R$ 5,09. O câmbio, assim como os mercados internacionais têm sofrido forte efeito de "sobe e desce" por conta das incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19. Somente neste ano, a valorização do dólar frente ao real está próxima dos 30%.
Em janeiro, quando as negociações se iniciaram, no dia 2, a moeda americana era cotada próxima dos R$ 4. Não é só o dólar que apresenta forte apreciação frente à moeda nacional. O euro, da União Europeia, assim como o dólar, ultrapassou a casa dos R$ 5 pela primeira vez, e bate recordes de cotação desde março. O maior valor, também nominal, por enquanto, é de R$ 5,78, atingido em 3 de abril.
Como ainda não se sabe os efeitos totais do avanço da disseminação da doença pelo mundo nas economias globais, os investidores temem pelos ativos das companhias que compõem os índices, o que afeta os resultados entregues, desvalorizando as cestas de ações.
Mercados internacionais
As Bolsas da Ásia fecharam as negociações desta segunda-feira, 13, em baixa, influenciadas pelos persistentes temores gerados pelo avanço da pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, e seu impacto na economia global. A Europa não tem negociações nesta segunda por conta do feriado da segunda-feira de Páscoa.
Para se ter uma ideia do impacto do vírus nos mercados asiáticos, em alguns locais do oriente, a desvalorização dos mercados se aproxima de 20% em 2020, como são os casos de Japão, com recuo expressivo de 19,50%, com o índice Nikkei, e da Coreia do Sul, com queda de 16,92% somente neste ano, no Kospi. Os índices negativos seguem e, em Taiwan, já atinge (-15,82%), em Hong Kong, (-13,80%), e, na China, país em que o surto teve origem, (-8,76%).
