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Bolsonaro diz a apoiadores que há 'guerra ideológica e de poder' em torno da cloroquina
Bolsonaro diz a apoiadores que há 'guerra ideológica e de poder' em torno da cloroquina
Por Estadão
09/04/2020 às 10:44
Atualizado em 09/04/2020 às 10:44
Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 9, que existe uma "guerra ideológica" em torno da discussão sobre o uso da cloroquina para o tratamento de pacientes com covid-19. Ontem, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro reforçou seu posicionamento a favor do medicamento, cujo uso contra o coronavírus ainda está em estudo.
“Isso é uma guerra ideológica em cima disso, guerra de poder. Se o pessoal me ajudasse um pouquinho, não me atrapalhasse - não estou me refiro a A, B ou C -, o Brasil ia embora”, disse o presidente para um grupo de apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.
Bolsonaro voltou a mencionar o médico cardiologista Roberto Kalil Filho, que admitiu ter usado a droga em seu tratamento contra o novo coronavírus. No pronunciamento de quarta à noite, Bolsonaro já havia elogiado Kalil. Mas o próprio presidente lembrou que a droga não tem eficácia comprovada. “Tem médico que usa. Tá usando tem quase dois meses. A gente sabe que não está ainda comprovado cientificamente, mas...", disse sem completar a frase.
O presidente citou novamente a suposta administração de água de coco na veia de soldados feridos na Segunda Guerra Mundial para justificar o uso da hidroxicloroquina em pacientes da covid-19. “Eu contei uma história bacana da guerra no Pacífico. O soldado chegava sem sangue e não tinha transfusão, não tinha outro para doar. Então, o pessoal lá botou água de coco na veia e deu certo. Serviu como soro, imagina se fosse esperar uma comprovação científica, quantos não morreriam? Aqui a mesma coisa”, disse.
Na mensagem à população nesta quarta-feira, Bolsonaro mencionou que o País deve receber até este sábado, 11, matéria-prima vinda da Índia para ser usada na produção da hidroxicloroquina. O material que chegará ao Brasil, segundo Bolsonaro, é fruto de uma "conversa direta" dele com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
