Grupo de empresários diz que não vai a ato contra Congresso
Por Painel SA/Folha de S.Paulo
02/03/2020 às 08:40
Atualizado em 02/03/2020 às 08:40
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Depois da recente troca de farpas públicas entre os empresários contrários à PEC 45, proposta de reforma tributária da Câmara, e o presidente da Casa, Rodrigo Maia, começa um movimento de reconciliação. O Brasil 200, grupo fundado por Flávio Rocha (Riachuelo), decidiu não participar do ato contra o Congresso marcado para 15 de março. Foi feito até um convite para que Maia participe de um jantar oferecido pelos empresários em São Paulo na primeira quinzena do mês.
Segundo a assessoria de imprensa de Maia, há chances de ele aceitar o convite. Os anfitriões deixaram que o próprio parlamentar escolha a data.
Liberado Gabriel Kanner, presidente do Brasil 200, diz que a entidade não vai fazer convocação para a manifestação de rua do dia 15 e que liberou seus membros para decidirem individualmente se participam ou não do ato.
Microfone Luciano Hang, dono da rede de varejo Havan, publicou apoio ao ato em seu perfil nas redes sociais. O próprio Kanner afirma que deve comparecer. Porém, sem fazer discurso em carro de som.
Mais um Kanner nega qualquer intenção do grupo de atacar o Congresso. Mas a bandeira de resgatar um imposto nos moldes da antiga CPMF permanece. Após promover um evento em SP em fevereiro para criticar a PEC 45 —apoiada por Maia—, marcou mais um para o próximo dia 11, agora no Senado. O presidente da Câmara será convidado.
