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Reino Unido deixa a União Europeia

Reino Unido deixa a União Europeia

Por Estadão Conteúdo

31/01/2020 às 21:30

Atualizado em 31/01/2020 às 21:30

Foto: Reprodução

O primeiro-ministro da Inglaterra, Boris Johnson

O Reino Unido se tornou nesta sexta-feira, 31, o primeiro país a abandonar a União Europeia (UE). Um momento histórico, durante muito tempo incerto, e que – com festa para alguns, e tristeza, para outros – abre um futuro solitário para a nação. Como se fosse uma metáfora do que para alguns foram quase 47 anos de preponderância europeia, o Brexit aconteceu no último segundo desta sexta-feira... na Europa continental, quando, para os britânicos, o relógio marcou 23h (20h de Brasília).

Um relógio em contagem regressiva projetado na famosa fachada de Downing Street, residência oficial de Boris Johnson, marcou o momento em que a UE perdeu um membro pela primeira vez na história.

"Isto não é um fim, e sim um começo", afirmou o primeiro-ministro Boris Johnson em uma mensagem à nação durante a noite. Com um Brexit que durante muito tempo pareceu impossível, Johnson consegue uma enorme vitória pessoal.

"A cortina se levanta para um novo ato", afirmou, depois de presidir um conselho especial de ministros, na cidade operária de Sunderland, na região norte da Inglaterra, de maioria pró-Brexit.

Ao fim do dia, as instituições britânicas como o Conselho da UE e o Parlamento Europeu, nas sedes em Bruxelas e em Estrasburgo (França), retiraram as bandeiras britânicas de suas fachadas.

Esta é uma data sobretudo simbólica, porque, na prática, quase nada mudará até o fim do período de transição, no fim de dezembro.

Comemorações e lágrimas

Defensores do Brexit se reuniram com bandeiras britânicas para uma grande festa diante do Parlamento de Westminster, que durante três anos foi cenário dos intensos debates sobre a questão mais importante e divisiva na história recente do país.

A poucos metros, os críticos do Brexit, entre eles jovens que não votaram no referendo de 2016, caíam no choro.

Muitas águas rolaram desde a vitória do Brexit na consulta de 2016, quando 52% dos britânicos votaram a favor da saída do bloco europeu. Contudo, uma pesquisa publicada esta semana aponta que apenas 30% dos pró-UE concluíram o "luto" psicológico da ruptura.

Uma tristeza especial afeta muitas pessoas na Escócia, nação semiautônoma britânica que votou contra o Brexit e onde, por decisão de seu Parlamento, a bandeira europeia permanecerá hasteada.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, prometeu fazer todo o possível para conseguir um novo referendo sobre a independência, apesar da intransigência demonstrada pelo governo de Londres.

Na Irlanda do Norte, onde teme-se que o Brexit desestabilize uma paz dificilmente alcançada após três décadas de um confronto violento, os pró-europeus ergueram em Belfast um cartaz que dizia "Esta ilha rejeita o Brexit". Leia mais no Estadão.

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