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Justiça paralisa investigação contra sócio de Flávio Bolsonaro em caso de rachadinha

Justiça paralisa investigação contra sócio de Flávio Bolsonaro em caso de rachadinha

Por Folhapress

21/01/2020 às 18:00

Atualizado em 21/01/2020 às 21:56

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ)

O desembargador Antônio Amado, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu nesta terça-feira (21) uma liminar em favor do empresário Alexandre Santini, sócio de Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), para paralisar a análise de provas contra ele na investigação que tem como alvo o senador.

O magistrado impediu que o Ministério Público analise as provas obtidas a partir da decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, que se referem a Santini. Ele foi alvo de busca e apreensão em sua residência, bem como teve os sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados. A decisão é provisória e pode ser revertida pela 3ª Câmara Criminal.

Santini é sócio do senador em uma franquia da Kopenhagen. A Promotoria suspeita que a empresa foi usada para lavar R$ 1,6 milhão do dinheiro obtido por meio da rachadinha no antigo gabinete do senador na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

A decisão beneficia apenas ao empresário, sem afetar a análise de dados dos demais alvos do procedimento.

Amado determinou a paralisação porque Itabaiana não permitiu o acesso da defesa do empresário à íntegra do processo. O desembargador afirma em sua decisão que as medidas cautelares contra Santini foram legais e justificadas, mas que seus advogados têm direito a acessar todo o conteúdo da investigação.

Santini foi alvo de busca e apreensão em sua residência em dezembro do ano passado —assim como outros alvos— e teve os sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados. O MP-RJ suspeita que ele seja um “laranja” do senador na sociedade.

Flávio é investigado pelo MP-RJ sob suspeita dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa. Os promotores investigam se seus antigos assessores eram obrigados a devolver parte de seu salário para o senador.

O filho do presidente Jair Bolsonaro nega as suspeitas e afirma ser perseguido por membros do Ministério Público.

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