Após demissão de Marcelo, Odebrecht deve ter novos cortes
Por Painel SA/Folha de S.Paulo
03/01/2020 às 08:40
Atualizado em 03/01/2020 às 08:40
Foto: EBC

Após a demissão de Marcelo Odebrecht do grupo, mais dispensas devem ser determinadas nas próximas semanas. A saída do herdeiro, antes do Natal, inquietou executivos ligados a ele, que tiveram receio de serem cortados em uma caça às bruxas durante o fim de ano. A mensagem mais recente circulada pela cúpula internamente, porém, é que as próximas levas de demissões terão critério objetivo, guiado pelo necessário enxugamento da recuperação judicial, e sem perseguição.
No dia 29 deve acontecer a assembleia de credores. A expectativa é que o plano de recuperação esteja atualizado para ser posto em votação, conforme negociado.
O tamanho e a profundidade da adaptação da empresa à nova realidade ainda dependem dos recursos que os bancos estão dispostos a deixar com a holding para a execução do plano.
A entrevista que o novo presidente da Odebrecht S.A., Ruy Sampaio, deu ao jornal Valor Econômico em dezembro, no momento da demissão, com duras falas a respeito do empresário, tirou o sossego dos funcionários mais próximos a Marcelo. Mas a orientação é parar por aí.
O comentário geral é que os próximos cortes estarão livres da multa ao empregador de 10% do FGTS nas demissões sem justa causa, mudança que passou a valer nesta quarta (1º). Para Marcelo Odebrecht, não haveria a isenção, ainda que se esperasse janeiro chegar, porque ele foi demitido por justa causa.
