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Negritude e empoderamento feminino são discutidos em nova edição do “Forte por Ser Mulher”

Negritude e empoderamento feminino são discutidos em nova edição do “Forte por Ser Mulher”

Por Redação

07/11/2019 às 08:02

Atualizado em 07/11/2019 às 08:02

Foto: Leone Serafim/Divulgação

Imagem de Negritude e empoderamento feminino são discutidos em nova edição do “Forte por Ser Mulher”

A nova edição do programa “Forte por Ser Mulher”, transmitido pelas redes sociais da vereadora Ireuda Silva (Republicanos), aproveitou o início do Novembro Negro para debater a negritude, relacionando-o com o tema do empoderamento feminino. A transmissão, que bateu recorde de audiência e interações, emocionou Ireuda e os espectadores com a história contada pela participante da semana.

Hoje cabeleireira bem-sucedida, Ana Teles passou parte da adolescência morando nas ruas de Salvador, e contou com exclusividade aos espectadores do “Forte por Ser Mulher” sua emocionante história de superação – um exemplo de que a força de vontade, a fé e a persistência são fatores fundamentais para a mudança de vida. “Morei na rua porque não queria vender meu corpo”, relatou.

Para a vereadora Ireuda, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara de Salvador, a trajetória de Ana representa a luta que milhões de mulheres, principalmente mulheres negras, travam todos os dias em busca de um lugar na sociedade. “Na maioria das vezes, fala-se muito em ocupar espaços de poder. Nem toda mulher que está em um cargo e opta por viver sozinha significa dizer que é empoderada. Significa dizer que ela representa o respeito que ela merece e saber conduzir bem o trajeto enquanto mulher . Já conheci mulheres em que elas estavam ocupando espaços em destaque, mas a vida dela estava um caos, sendo agredida física e psicologicamente pelo esposo. Empoderamento vai muito além disso”, avaliou.

Outro ponto abordado foi o preconceito sofrido pelas mulheres negras quanto à sua estética, principalmente pelo cabelo “Black Power”. “É muito importante tratarmos aqui dessa beleza discriminada. Um cabelo crespo não representa desarrumação”, disse Ireuda.

Ana Teles lembra que o cabelo crespo compõe a identidade da mulher negra. “É uma identidade. A mulher em primeiro lugar tem que se aceitar, com seu cabelo, sua pele. Autoestima não são os outros, você que tem que ter consciência da sua identidade e do que você quer. Se o sonho é seu, a vontade é sua, cabe você a valorizar”, defendeu.

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