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Festival Literário Nacional é encerrado com dia dedicado à arte da periferia
Festival Literário Nacional é encerrado com dia dedicado à arte da periferia
Por Redação
15/11/2019 às 14:20
Atualizado em 15/11/2019 às 14:22
Foto: Carol Garcia/GOVBA

Nesta sexta-feira (15), Dia da Proclamação da República, a população de Cajazeiras acordou cedo para um compromisso importante. O último dia da primeira edição do Festival Literário Nacional (Flin) reuniu poesia, música e contação de histórias. Durante quatro dias, escritores e atrações culturais ocuparam os espaços do evento, realizado no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras, em Salvador.
A atração principal do último dia foi a jornalista e humorista Maíra Azevedo, conhecida como Tia Má. "É muito importante a realização de um evento dessa magnitude numa região periférica como Cajazeiras. Periferia é potência, é uma região onde toda a nossa criatividade deve estar o tempo todo a postos", afirmou.
Para a secretária de Cultura do Estado, Arany Santana, "a primeira edição do Flin superou as nossas expectativas. Em primeiro lugar, conseguimos atingir o nosso objetivo: 80% das pessoas que estiveram nesse espaço foi a juventude artística do entorno e oriunda das 21 escolas estaduais desse território. Em segundo lugar, o grande parceiro da educação são os pais, que também se fizeram presentes. Além disso, os artistas que trouxemos para dialogar com os artistas daqui são oriundos da periferia. Isso é fruto de uma construção coletiva, com a adesão das secretarias estaduais e articulação com escolas, associações e policiais da região".
De Cajazeiras, o Coletivo Jaca mandou o papo reto em forma de música e poesia. Poeta e músico do coletivo, Marcos Paulo de Oliveira destacou a importância da literatura para a periferia. "O nosso coletivo se organiza em torno de direitos para a população negra no bairro. Estamos há 15 anos lutando por direitos humanos e encontramos na literatura uma ferramenta para resgatar esses direitos. A literatura permite que nós tenhamos voz e possamos falar dos nossos problemas. A poesia da periferia é fundamental".
Nos estandes das editoras, as famílias procuraram livros que mais atendessem aos seus gostos e necessidades. A estudante Manjhara Ressoti, 13 anos, estava em dúvida sobre qual livro comprar. "É meu primeiro dia aqui na feira. É importante que as pessoas leiam mais. Elas podem aprender com todos os livros". A mãe de Manjhara, Bárbara Alcântara, aprovou o evento. "Eu trouxe minha filha porque queria que ela conhecesse a feira e desenvolva um pouco mais a vontade de ler e também incentive os amigos e colegas dela".
