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Escolas da rede estadual celebram o Dia da Consciência Negra com ampla programação cultural

Escolas da rede estadual celebram o Dia da Consciência Negra com ampla programação cultural

Por Redação

20/11/2019 às 13:55

Atualizado em 20/11/2019 às 13:55

Símbolo do movimento antiescravagista, Zumbi dos Palmares tem a morte reverenciada por meio da celebração do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em todo o país nesta quarta-feira (20). Nas unidades escolares da rede estadual espalhadas pelo interior da Bahia e também na capital, como é o caso dos colégios João das Botas, na Barra, e Rubén Dario, na San Martin, estudantes lembraram a data com diferentes manifestações culturais e artísticas.

Os alunos do João das Botas dividiram as apresentações e em cada sala foi possível acompanhar uma manifestação diferente da cultura negra. Do maculelê à capoeira, passando por religiões de matriz africana, professores e estudantes se empenharam em retratar capítulos importantes do povo negro. A estudante do primeiro ano, Débora Vitória, se sentiu muito orgulhosa por dar vida a Oxum. “Estamos ligados à nossa ancestralidade, nossos antepassados, e se estamos aqui hoje é graças a eles. Consciência Negra, para mim, é ser grata e relembrar toda a trajetória de quem lutou por todos nós”, afirmou a jovem.

A diretora da unidade situada na Barra, Marize Araújo, comentou que a organização de um evento como esse mostra como todos os atores que fazem parte do ambiente escolar estão em sintonia. “Vimos belíssimas apresentações em cada sala que passamos e isso só foi possível por que todos têm uma boa relação e sabem da importância de marcar essa data tão emblemática”, avaliou a gestora.

A alguns quilômetros dali, na San Martin, o clima na unidade também era de festa. Os jovens se reuniram para assistir as apresentações no auditório da Rubén Dario, que, a esta altura, já tinha se transformado na representação de um gueto. Músicas antigas e atuais que retratam a rotina das comunidades que vivem na periferia ou viveram nos quilombos foram interpretadas e assistidas pelos alunos. Além disso, exposições com gravuras e poemas e até a recriação de um ambiente que lembra um quilombo puderam ser conferidas em diferentes áreas do colégio.

“Para ajudar a recriar um espaço que lembrasse um quilombo, um lugar de resistência e de liberdade para os escravos, tivemos que estudar ainda mais a rotina de quem lutou contra a escravidão”, contou a aluna dá 7ª série do Ensino Fundamental, Maria Aparecida.

Bastante entrosado com os jovens que frequentam o colégio, o diretor do Rubén Dario, Antônio Pimenta, lembrou que “a celebração da Consciência Negra deve ser feita sempre. Não somente o negro, mas todos os soteropolitanos têm o papel importante na formação da cultura do país, e esse dia exalta toda essa negritude e a conscientização de que o negro é fundamental para a sociedade”.

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