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“Bolsonaro quer acabar com os movimentos sociais”, diz Suíca ao criticar reintegração de posse na Bahia
“Bolsonaro quer acabar com os movimentos sociais”, diz Suíca ao criticar reintegração de posse na Bahia
Por Redação
26/11/2019 às 15:35
Atualizado em 26/11/2019 às 15:35
Foto: Divulgação

A ação de reintegração de posse em área do perímetro irrigado entre Casa Nova e Juazeiro, que deixou quase mil famílias sem-terra sem ter para onde ir, foi também criticada pelo vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) que culpou o governo Bolsonaro pelos "atos truculentos" presenciados. Nesta terça-feira (26), o edil petista prestou solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e destacou que as medidas de Bolsonaro são para atacar e acabar com os movimentos socais e organizações de direitos humanos no país. Suíca denuncia que o despejo foi violento, “mulheres, crianças e idosos foram feridos e vários trabalhadores ficaram desaparecidos, inclusive crianças”.
“Esse recente despejo de famílias sem-terra em Casa Nova e Juazeiro foi ação de milícia particular com auxílio das polícias Federal e Militar, com a determinação de Bolsonaro. O presidente quer enviar projeto ao Congresso Nacional pedindo autorização para que nas reintegrações de áreas rurais as forças policiais atuem sem que o governo estadual saiba ou participe. Isso já está acontecendo, não precisa mais enviar projeto algum”, diz Suíca. A área onde ocorreu o despejo violento tem cerca de 1.727 hectares, e são ao menos 19 lotes que formam os acampamentos Abril Vermelho, no Projeto Salitre, em Juazeiro, Irmã Dorothy e Iranir de Souza, no Projeto Nilo Coelho, em Casa Nova.
Suíca usa dados do MST para cobrar uma posição da justiça. Ele diz que houve um posicionamento do Ministério Público e da Defensoria Pública e de juiz em não ocorrer o processo de reintegração de posse das áreas “sem antes o cumprimento dos acordos em sua totalidade”. O vereador considera que a decisão foi arbitrária do juiz Pablo Henrique Carneiro pelo cumprimento de sentença de despejo das famílias. “Elas estão lá há sete anos produzindo alimentos saudáveis, gerando trabalho e renda para mais de 5 mil pessoas”. Ainda segundo o vereador, nesta terça-feira a indignação pelo despejo desencadeou na Bahia um estado de alerta e uma série de manifestações e fechamento de estradas federais.
