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Wesley retifica delação e diz que pagou propina de R$ 6,5 mi para Azambuja

Wesley retifica delação e diz que pagou propina de R$ 6,5 mi para Azambuja

Por Estadão

24/10/2019 às 12:31

Atualizado em 24/10/2019 às 12:31

Foto: Wether Santana/Estadão

Wesley Batista

O empresário Wesley Batista, do Grupo J&F, que controla a JBS, retificou um depoimento que havia feito no âmbito do Inquérito 1190, no Superior Tribunal de Justiça, e afirmou que propinas no montante de R$ 6,5 milhões foram destinadas ao governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB) e não ao ex-chefe do Executivo André Puccinelli (MDB) – antecessor do tucano -, como ele próprio havia indicado anteriormente.

Ao mudar seu relato, Wesley disse que cometeu um ‘erro material’ que consistiu na confusão dos nomes do ex e do atual mandatário de Mato Grosso do Sul.

A informação sobre a retificação de Wesley foi divulgada pelo site noticioso Midiamax, de Campo Grande, e confirmada pelo Estadão.

O executivo da JBS fez a alteração no bojo do inquérito 1.190, de competência do STJ, que detém atribuição para investigar e processar governadores.

Azambuja é alvo da Operação Vostok, que investiga o tucano pela suposta concessão de benefícios fiscais a grupos empresariais em troca de propinas.

Na primeira fase da operação, em setembro de 2018, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foi alvo de buscas. Seu filho, Rodrigo, e o deputado estadual José Roberto Teixeira (DEM), o ‘Zé Teixeira’, foram detidos e, depois, soltos. Em setembro, a segunda etapa da ‘Vostok’ intimou 110 pessoas para prestarem depoimento.

Na ocasião, Azambuja rechaçou com veemência as suspeitas sobre sua gestão. Ele se colocou à disposição da Justiça.

A Polícia Federal suspeita que o governador recebeu R$ 70 milhões em repasses, entre o início de 2015 e fins de 2016. Azambuja nega taxativamente ter sido beneficiário de recursos ilícitos.

O Midiamax publicou transcrição do trecho da retificação feita por Wesley.

Em sua delação premiada, Wesley havia apontado propinas a ‘um ex-governador de Mato Grosso do Sul’, levando os investigadores a suspeitarem de Puccinelli, que antecedeu Azambuja.

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