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Em visita ao Vaticano, governadores da Amazônia tentam se descolar de Bolsonaro

Em visita ao Vaticano, governadores da Amazônia tentam se descolar de Bolsonaro

Por Folha de S.Paulo

28/10/2019 às 07:37

Atualizado em 28/10/2019 às 07:37

Foto: Gabriela Biló/Estadão

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Em esforço para se distanciar da má imagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Europa, cinco governadores da Amazônia participam nesta segunda-feira (28) de um encontro no Vaticano com religiosos e cientistas para discutir formas de preservar a floresta.

A reunião ocorre um dia após o encerramento do Sínodo para a Amazônia, cujo documento final propõe o respeito aos povos indígenas e a busca por modelos econômicos alinhados à “ecologia integral”.

“Não tem como as pessoas estarem aqui tratando da Amazônia sem a nossa presença”, afirmou o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), após a missa de encerramento do sínodo, conduzida pelo papa Francisco na Basílica de São Pedro.

“Todas as vezes em que há uma ameaça contra a Amazônia, é ruim para o Brasil. Quando saem as manchetes negativas, é pior ainda para os estados da Amazônia. Somos os primeiros a receber a fatura. Somos nós os que começamos a sofrer embargo de nossos produtos, o dedo primeiro aponta para a gente, como se fôssemos os destruidores da Amazônia.”

Além de Lima, participam do encontro os governadores da Amazônia Legal Helder Barbalho (MDB-PA), Waldez Góes (PDT-AP), Gladson Cameli (PP-AC) e Flávio Dino (PC do B-MA). O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), também está em Roma para o evento.

Os dois governadores da Amazônia filiados ao PSL, Antonio Denarium (RR) e Marcos Rocha (RO), não participarão. Os outros ausentes são o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM-MT), e o de Tocantins, Mauro Carlesse (DEM-TO).

Também falarão políticos de outros países amazônicos, representantes do Vaticano, cientistas, como o biólogo americano Thomas Lovejoy, e representantes de ONGs ambientalistas, entre os quais Virgilio Viana, da FAS (Fundação Amazonas Sustentável).

O governador amazonense, que apoiou Bolsonaro na eleição do ano passado, disse que discorda da avaliação do Palácio do Planalto segundo a qual o sínodo católico representa uma questão de segurança nacional.

“Eu não vejo dessa forma. O amadurecimento do processo democrático avançou, não permite mais esse tipo de insinuação”, disse Lima.

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