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Projeto na Assembleia prevê derrubar decreto de Jerônimo que permite venda de ações da Bahiagás ao setor privado
Projeto na Assembleia prevê derrubar decreto de Jerônimo que permite venda de ações da Bahiagás ao setor privado
Por Política Livre
03/11/2026 às 10:35
Foto: Paulo Mocofaya/Arquivo/Agência Alba
Plenário da ALBA
Uma iniciativa na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) prevê sustar os efeitos do decreto assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) que autorizou a venda de ações da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) para a iniciativa privada. A medida foi assinada no dia 5 de outubro, um dia após o resultado do primeiro turno das eleições, quando Jerônimo foi reeleito governador.
A decisão provocou reação negativa entre sindicatos e setores da própria esquerda, mas, à época, o governo afirmou que a operação não implicaria a transferência do controle acionário da empresa para o setor privado.
A proposta para barrar a decisão do petista é do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), através de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), no qual argumenta que a medida do governador extrapola os limites do poder regulamentar do Executivo.
Ele questiona a falta de definição objetiva sobre o percentual de ações que poderá ser alienado, aponta que não há mecanismos suficientemente precisos para assegurar a manutenção do controle estatal da Bahiagás e alega que a alienação da participação acionária representa mais um passo no processo de desestatização da companhia.
“Lobo solitário” na bancada do PSOL na Assembleia, Hilton recorreu a uma petição online para fazer pressão sobre os deputados e dar visibilidade à proposta, prestes à sua despedida da Casa. No segundo mandato seguido, ele não conseguiu a reeleição e deixará a Assembleia ao fim da atual legislatura. O representante do PSOL na Assembleia a partir da próxima legislatura será Kleber Rosa.
Hilton também é autor de outro projeto de lei que propõe revogar a Lei Estadual nº 7.029, de 1997, responsável por autorizar o processo de desestatização da Bahiagás. A matéria já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia e segue em tramitação.
