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Ireuda Silva destaca importância histórica do direito ao voto feminino e defende ampliação da participação das mulheres na política
Ireuda Silva destaca importância histórica do direito ao voto feminino e defende ampliação da participação das mulheres na política
Por Redação
03/11/2026 às 09:52
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
Celebrado nesta terça-feira (3), o Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher marca uma conquista histórica na luta pela igualdade de direitos no Brasil. A data remete ao Código Eleitoral de 1930, que reconheceu o direito das mulheres de votar e serem votadas, representando um passo importante para a inclusão feminina na vida política do país.
A vereadora de Salvador Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, destaca a importância da data como um momento de reflexão sobre os avanços conquistados e os desafios que ainda persistem para garantir maior participação das mulheres nos espaços de poder e decisão. Para a parlamentar, a conquista do voto feminino não encerrou a luta por igualdade, mas abriu caminho para outras reivindicações relacionadas à representatividade, ao enfrentamento da violência política de gênero e à ampliação de oportunidades.
O cenário atual reforça a necessidade de avançar. Nas eleições municipais de 2024, as mulheres conquistaram apenas 18,2% das cadeiras de vereador no país, enquanto os homens ocuparam 81,8% das vagas. Os dados mostram que, apesar de representarem mais de 50% do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minoria nos espaços de representação política.
A parlamentar também chama atenção para a necessidade de ampliar a presença de mulheres negras nos espaços de poder, considerando as barreiras adicionais relacionadas ao racismo e à desigualdade social. Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador e vice-presidente da Comissão de Reparação, Ireuda tem atuação voltada à defesa dos direitos femininos e ao enfrentamento das desigualdades.
“Ter mais mulheres nas urnas é importante, mas precisamos olhar também para as condições que essas candidatas têm para disputar uma eleição. Não basta apenas garantir a presença feminina nas chapas. É preciso assegurar estrutura, recursos, visibilidade e condições reais de competitividade”, afirmou a vereadora em manifestação sobre as candidaturas femininas em agosto deste ano.
A história do voto feminino também é marcada pela atuação de lideranças como Bertha Lutz, uma das principais articuladoras do movimento sufragista brasileiro. Em 1930, um projeto sobre o direito de voto das mulheres avançou no Senado, mas teve sua tramitação interrompida pela Revolução de 1930. O reconhecimento nacional ocorreu em 24 de fevereiro de 1932, com a publicação do primeiro Código Eleitoral. A obrigatoriedade do voto feminino, em igualdade com a masculina, só foi estabelecida em 1965.
Para Ireuda, relembrar a data significa reconhecer a trajetória das mulheres que abriram caminho para as gerações seguintes e manter em pauta a necessidade de transformar direitos conquistados em participação efetiva. A vereadora defende que a democracia também precisa refletir a diversidade da sociedade brasileira, garantindo que mulheres de diferentes origens e realidades tenham condições de ocupar cargos públicos e influenciar as decisões políticas.
