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Governadores da direita reconhecem vitória de Lula e buscam reaproximação com Planalto após derrota de Flávio
Governadores da direita reconhecem vitória de Lula e buscam reaproximação com Planalto após derrota de Flávio
Por Redação
01/11/2026 às 12:59
Atualizado em 01/11/2026 às 11:27
Foto: Thiago Lontra/Arquivo/Alerj
Douglas Ruas
Após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e sua viagem aos Estados Unidos, governadores eleitos que apoiaram o senador começaram a se distanciar das manifestações que contestam o resultado das urnas e a sinalizar disposição para manter diálogo com o governo federal. Levantamento do jornal O Globo aponta que, dos 15 governadores que estiveram ao lado de Flávio no segundo turno, 13 reconheceram expressamente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nenhum deles, segundo a publicação, endossou a carta divulgada pelo senador com questionamentos sem provas sobre o processo eleitoral.
A movimentação também reflete interesses administrativos e fiscais dos estados, que dependem de interlocução com o Palácio do Planalto para viabilizar investimentos e renegociar dívidas. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu que é preciso respeitar o resultado das urnas e “olhar para frente”. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) afirmou que pretende manter uma relação institucional produtiva com o governo federal. No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) também defendeu o diálogo, enquanto Eduardo Riedel (PP), de Mato Grosso do Sul, disse separar as disputas políticas da administração. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) terá de negociar com Lula em meio à situação fiscal delicada do estado.
Outros governadores também buscaram demonstrar disposição para uma relação institucional com o presidente, como Celina Leão (PP), no Distrito Federal, e Daniel Vilela (MDB), em Goiás. Sergio Moro (União Brasil), eleito no Paraná, reconheceu o resultado e afirmou que continuará na oposição. Já Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, e Marcos Rogério (PL), de Rondônia, não haviam declarado expressamente o reconhecimento da vitória de Lula até o momento do levantamento, embora tenham admitido a derrota de Flávio. A reorganização da direita ocorre em meio à disputa por protagonismo político e à necessidade de preservar canais de diálogo com o governo federal.
