Rui Costa ataca ACM Neto e diz que eleitor "não gosta de arrogância"
Por Política Livre
04/10/2026 às 10:28
Atualizado em 04/10/2026 às 10:52
Foto: Reinaldo Oliveira
Rui Costa
Candidato ao Senado, o ex-ministro Rui Costa (PT) criticou neste domingo (4) declarações de ACM Neto (União) sobre o desempenho esperado nas urnas e afirmou que o ex-prefeito de Salvador estaria adotando uma postura de “arrogância” ao antecipar vantagem sobre os adversários antes da conclusão da votação.
Rui fez referência a uma declaração atribuída a ACM Neto de que teria uma vantagem de 500 mil votos. Para o petista, previsões desse tipo desconsideram que a decisão pertence exclusivamente ao eleitor.
“Eu vi o ex-prefeito falando que ia botar 500 mil votos de frente. E o povo não gosta de arrogância, de quem antecipa o seu voto. O voto pertence à pessoa. Ninguém pode, de forma arrogante, ficar fazendo bravata, dizendo que vai ter milhões de votos. Humildade é uma boa parceira”, pontuou.
Apesar da confiança demonstrada pelo grupo governista na reta final, Rui disse que encara qualquer disputa eleitoral com cautela e ressaltou que pesquisas representam apenas uma fotografia das intenções de voto.
“Acho que toda eleição é difícil. Sou daqueles que acham que tem de encarar com muita humildade. O voto pertence ao eleitor até ele entrar na maquininha e concluir a votação. Antes disso, é só expectativa de voto”, declarou.
Sobre a eleição para o governo da Bahia, o ex-ministro afirmou acreditar que a disputa poderá ser definida ainda neste domingo. Na avaliação de Rui, a concentração das intenções de voto nos dois principais concorrentes reduz a possibilidade de um segundo turno.
“A eleição na Bahia, tudo indica, será no primeiro turno. Até porque, com volume de votos, só tem dois candidatos, não tem um terceiro que apareceu. Tudo indica que se resolve hoje”, disse.
Rui também avaliou que existe possibilidade de a eleição presidencial terminar no primeiro turno, embora tenha ponderado que fatores como abstenções e votos brancos e nulos podem interferir no resultado final.
“Nacionalmente, é possível se resolver também, porque algumas pesquisas indicaram. Vamos ver como ficarão as abstenções, os votos em branco e nulos, porque as pesquisas não conseguem precisar isso”, frisou.
Com informações do repórter Reinaldo Oliveira.
