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Pablo Souza nega ação para prejudicar eleitores, mas admite atrasos no transporte público durante votação em Salvador
Pablo Souza nega ação para prejudicar eleitores, mas admite atrasos no transporte público durante votação em Salvador
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
30/10/2026 às 16:40
Atualizado em 30/10/2026 às 18:47
Foto: Reprodução/Redes sociais
O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza
Em entrevista à rádio Metrópole nesta sexta-feira (30), o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, admitiu que houve problemas na operação do transporte público durante o segundo turno das eleições, no domingo (25), com atrasos na circulação de ônibus e dificuldades para o deslocamento de eleitores na capital baiana. No entanto, o gestor negou que tenha ocorrido uma ação deliberada da Prefeitura ou do prefeito Bruno Reis (União Brasil) para prejudicar a votação.
De acordo com o secretário, os problemas foram provocados por uma ação que classificou como “coordenada e sistemática” do Sindicato dos Rodoviários. Segundo ele, integrantes da entidade interromperam a saída dos ônibus das garagens para aplicar adesivos políticos nos veículos. Na garagem Plataforma G5, a situação teria provocado um conflito entre pessoas envolvidas na ação e uma equipe da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), que foi ao local para tentar impedir a interrupção da saída dos coletivos.
Ainda durante a entrevista, Souza afirmou que o episódio afetou 75 ônibus e que a operação nas garagens foi normalizada entre 9h30 e 10h. Por volta das 11h, os pontos de ônibus registraram, segundo ele, maior concentração de passageiros em decorrência dos atrasos. A circulação teria sido regularizada por volta das 13h.
Ao ser questionado sobre uma possível ordem do prefeito Bruno Reis para manter os ônibus nas garagens e prejudicar o deslocamento dos eleitores, o secretário descartou a hipótese.
“Bruno jamais faria isso. Bruno não fez isso”, declarou.
Souza também reconheceu que os problemas operacionais tiveram impacto no deslocamento dos eleitores, mas reiterou que não houve determinação do prefeito ou de qualquer órgão público para interferir no processo eleitoral.
O secretário explicou ainda que estava na França em missão oficial, a convite do presidente Emmanuel Macron, para conhecer projetos de teleféricos e ônibus elétricos que, segundo ele, poderão ser implantados em Salvador. Para concluir, informou que retornou ao Brasil na segunda-feira (26), apesar da existência de um mandado de prisão expedido contra ele, posteriormente revogado pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
