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Lula fala que resultado inesperado é lição e ataca Flávio Bolsonaro por Master e 'ligações tenebrosas'

Lula fala que resultado inesperado é lição e ataca Flávio Bolsonaro por Master e 'ligações tenebrosas'

Presidente afirmou que no segundo turno começa uma nova campanha, só entre dois

Por Caio Spechoto/Catia Seabra/Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

04/10/2026 às 22:50

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

Imagem de Lula fala que resultado inesperado é lição e ataca Flávio Bolsonaro por Master e 'ligações tenebrosas'

O presidente Lula (PT)

O presidente Lula (PT) disse neste domingo, após terminar o primeiro turno da eleição presidencial atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que houve uma lição da democracia após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição.

"O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que queria. Eu confesso para vocês que estava convencido que ia ganhar a eleição no primeiro turno. Mas eu também já pensei isso outras vezes", declarou o petista.

O presidente da República afirmou que no segundo turno começa uma nova campanha, só entre os dois. "Apenas entre dois candidatos a gente vai poder mostrar a diferença das propostas que a gente tem para o Brasil", afirmou.

Lula disse, sem citar o nome de Flávio, que o adversário tem "uma biografia tenebrosa, com ligações tenebrosas, com suspeitas gravíssimas com relação com os milicianos, com relação com o crime organizado, com relação com os assassinatos no Rio de Janeiro".

O petista afirmou que ficará clara na campanha "a participação [do grupo político adversário] na criação do Banco Master, que resultou não apenas na maior corrupção desse país, mas também na maior orgia envolvendo políticos e autoridades".

O presidente deu as declarações no hotel na região central de São Paulo onde acompanhou a apuração dos votos com aliados. A sala estava repleta de apoiadores, que gritavam o nome do petista e o aplaudiam.

Estavam ao lado de Lula a primeira-dama, Janja, o vice-presidente Geraldo Alckmin. Também diversos outros aliados, como os ministros Dario Durigan (Fazenda), Miriam Belchior (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secom), Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio) e Guilherme Boulos (Secretaria Geral).

Os principais candidatos aliados de Lula em São Paulo também estavam no palco. O candidato a governador, Fernando Haddad (PT), e as candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), os três derrotados, foram homenageados pelo presidente.

"Ele [Haddad] não pode simplesmente perder uma eleição sem que a gente diga para o Haddad: não foi você que perdeu a eleição. Quem perdeu foi o povo de São Paulo", declarou o presidente da República.

O discurso de Lula teve diversos trechos destinados a animar seus apoiadores a reforçar a campanha para o segundo turno. "O povo gosta que eu dispute o segundo turno. Eu sou muito bom em mata-mata, no tete a tete. E aí nós vamos ver quais são os projetos que o país tem", afirmou.

"Segunda-feira você [Alckmin] vai ter um dia de folga para conversar com a dona Lu. Eu vou ter um dia de folga para conversar com a dona Janja. E na terça-feira, os bolsonaristas se preparem, porque nós vamos derrotá-los", disse Lula.

O presidente da República indicou um esforço para convencer eleitores que não compareceram às urnas neste domingo a votar no segundo turno.

"Tivemos mais de 20 milhões de pessoas que não compareceram para votar, e nós vamos fazer um apelo", declarou o petista. O nível de abstenção na eleição deste ano foi recorde. Aproximadamente 33 milhões de brasileiros deixaram de votar, o equivalente a 21% do eleitorado.

O candidato à reeleição também defendeu sua gestão fiscal, alvo de críticas do mercado financeiro e de outros setores liberais na economia. O petista afirmou ser responsável, mas sua gestão econômica não incluirá um arroxo sobre a população mais pobre.

"É importante lembrar da seriedade que a gente trata a economia brasileira sabendo que a gente não pode gastar aquilo que não tem e sabendo que a gente não pode fazer dívida que não pode pagar. Mas uma cosia todo mundo tem que saber: não haverá política de corte fiscal capaz de prejudicar as pessoas pobres desse país", declarou o petista.

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