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Ireuda Silva comemora aumento da presença feminina no Congresso e cobra mais espaço para mulheres negras
Ireuda Silva comemora aumento da presença feminina no Congresso e cobra mais espaço para mulheres negras
Por Redação
06/10/2026 às 08:55
Foto: Divulgação
Ireuda Silva
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, repercutiu o crescimento da participação feminina no Congresso Nacional após as eleições de 2026 e destacou que, apesar do avanço, as mulheres ainda estão longe de ocupar os espaços de poder de forma proporcional à população brasileira. A nova composição da Câmara dos Deputados terá 109 mulheres, contra 90 na legislatura atual, um aumento de 21%. No Senado, 12 mulheres foram eleitas entre as 54 vagas em disputa, fazendo com que a bancada feminina passe de 15 para 18 senadoras a partir de 2027.
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, Ireuda já havia alertado durante a campanha eleitoral que o aumento da presença feminina nas urnas precisa ser acompanhado de condições reais para que as mulheres possam disputar e exercer o poder. “Não basta apenas garantir a presença feminina nas chapas. É preciso assegurar estrutura, recursos, visibilidade e condições reais de competitividade”, afirmou a vereadora em agosto.
Para Ireuda, o debate sobre representatividade também precisa considerar o recorte racial. A parlamentar defende que mulheres negras, indígenas e periféricas tenham maior acesso aos espaços de decisão, diante das barreiras adicionais enfrentadas por esses grupos. “Quando falamos em ampliar a presença das mulheres na política, também precisamos perguntar quais mulheres estão chegando”, afirmou anteriormente.
Apesar do recorde histórico, as mulheres continuarão sendo minoria no Congresso. Na Câmara, elas representarão cerca de 21% das 513 cadeiras. No Senado, as 18 mulheres corresponderão a 22,2% dos 81 assentos. Para Ireuda, o resultado das urnas representa um avanço na representação feminina, mas também reforça a necessidade de ampliar a formação de lideranças e a participação das mulheres nas decisões partidárias e institucionais.
