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Campanha de Lula diz que aceita abrir sigilo de Marcola caso Flávio Bolsonaro abra o seu

Campanha de Lula diz que aceita abrir sigilo de Marcola caso Flávio Bolsonaro abra o seu

Rival do petista disse que só aceitaria desafio se Lula abrisse as informações relativas ao assessor investigado

Por Mariana Brasil/Folhapress

21/10/2026 às 19:10

Atualizado em 21/10/2026 às 20:08

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

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O presidente Lula

Porta-voz da campanha do presidente Lula (PT), o ex-ministro Camilo Santana afirmou nesta quarta-feira (21) não se opor a nenhuma das condições propostas por Flávio Bolsonaro (PL) para abrir os sigilos bancários e telefônicos, incluindo a abertura dos dados relativos a do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Lula desafiou Flávio a abrir os próprios sigilos, bem como o de pessoas e empresas ligadas aos dois. O petista protocolou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a autorização para abertura dos seus dados, de seus filhos, da primeira-dama, Janja, e dos netos maiores de 18 anos.

Em resposta, Flávio disse que só abriria os dados se Lula também incluísse a quebra de sigilo de Marcola. A campanha aceitou a contraproposta e, segundo Camilo, a autorização será protocolada nesta quinta (22).

"[De] Todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo o que estava no pedido que o presidente protocolou no TSE", disse Camilo.

"O que nós estranhamos é que ele tirou uma empresa, que é a empresa de nome Alcazar Holdings, que é exatamente a empresa que ele tem, vocês acompanham todas as matérias e jornais da empresa que saíram, que ele tem uma conta master com o Willer Tomaz", disse ainda.

Segundo a Polícia Federal, Marcola aceitou dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, enquanto ela tentava negociar contratos com o governo federal que não foram concretizados. Tanto o ex-chefe de gabinete como a lobista dizem que os repasses tiveram o caráter de empréstimo pessoal.

Lula insiste na abertura de sigilo desde o último domingo (18), no debate presidencial da Band. A campanha petista avalia esse como um dos pontos altos da participação do presidente no confronto. Também identificou que, ao não aceitar o desafio, Flávio Bolsonaro se desgastou com setores do eleitorado.

A menção de Camilo à Alcazar faz referência à revelação de que Flávio manteve uma conta conjunta com Willer Tomaz por meio de uma empersa com esse nome. A revista Piauí mostrou indícios de que a holding de apostas Cathedral financiou a Alcazar, supostamente ligada ao presidenciável do PL.

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