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Bruno Reis no comando do PL? Mudança ganha espaço nas articulações políticas na Bahia
Bruno Reis no comando do PL? Mudança ganha espaço nas articulações políticas na Bahia
Por Política Livre
09/10/2026 às 07:23
Foto: Betto Jr/Arquivo/Secom PMS
Bruno Reis
A possibilidade de o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) trocar de partido e assumir o comando do PL na Bahia começa a ganhar espaço nas especulações sobre o futuro da legenda no estado. Embora não exista qualquer negociação oficialmente anunciada, a hipótese estaria sobre a mesa e não seria descartada nem mesmo por integrantes da direção estadual do União Brasil, caso a mudança seja da vontade do prefeito.
A movimentação ganhou força após o apoio de Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto (União) à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A aproximação política com o grupo bolsonarista abriu espaço para especulações sobre uma possível reorganização do PL baiano, atualmente presidido pelo ex-ministro João Roma.
Nos bastidores, a avaliação é de que Bruno Reis reuniria condições políticas para assumir o comando da legenda, sobretudo pelo peso eleitoral que possui na capital baiana e pela influência que exerce sobre prefeitos, vereadores e outras lideranças do interior. Sua eventual chegada representaria uma mudança significativa na correlação de forças dentro do partido, que passaria a ser comandado por um dos principais nomes do grupo político liderado por ACM Neto.
A hipótese, inicialmente divulgada por jornalistas de Salvador, ainda está no campo das possibilidades. Não há confirmação de convite, acordo ou decisão sobre a saída de João Roma da presidência estadual. Entretanto, o fato de a mudança não ser tratada como uma alternativa impossível no ambiente partidário mantém o assunto no radar das articulações políticas.
O principal obstáculo seria justamente o destino de Roma, que construiu sua trajetória recente como uma das principais referências do bolsonarismo na Bahia e mantém relação direta com a direção nacional do PL. Uma eventual substituição exigiria uma composição política capaz de acomodar os interesses das diferentes lideranças da legenda.
Em meio às especulações, João Roma já admitiu a possibilidade de disputar a Prefeitura de Salvador em 2028. A declaração acrescenta um novo ingrediente ao cenário, uma vez que uma candidatura do ex-ministro poderia colocá-lo em rota de colisão com Bruno Reis e com o grupo de ACM Neto na sucessão municipal.
Para Bruno, a eventual filiação representaria mais do que uma simples troca de legenda. Significaria assumir o controle de uma estrutura partidária com projeção nacional, ampliar sua influência no campo da direita e conquistar maior autonomia nas negociações políticas para os próximos anos.
A operação também teria consequências para o União Brasil, partido que abriga atualmente o prefeito e ACM Neto. A saída de Bruno, caso venha a ocorrer, provocaria uma reacomodação de forças na oposição baiana e poderia redesenhar as alianças para a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028.
Por enquanto, não há qualquer definição oficial. Mas a possibilidade de Bruno Reis assumir o PL baiano, antes considerada distante, surge como uma alternativa que poderá entrar nas discussões sobre o futuro político da legenda. A concretização desse cenário dependeria, sobretudo, da disposição do prefeito em mudar de partido e de um entendimento com a direção nacional do PL.
