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Apoiadores de Lula fazem ato em Copacabana com críticas a Flávio e defesa do fim da escala 6x1
Apoiadores de Lula fazem ato em Copacabana com críticas a Flávio e defesa do fim da escala 6x1
Manifestação tem discursos em tom de otimismo com eventual virada do presidente no segundo turno
Por Leonardo Vieceli/Jorge Cosme/Folhapress
12/10/2026 às 19:40
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Apoiadores do presidente Lula (PT) realizaram ato na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro
Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encheram quarteirões da orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, em um ato na tarde desta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida.
Defesa do fim da escala 6x1, críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e discursos em tom de otimismo com uma eventual virada de Lula sobre o adversário no segundo turno da eleição presidencial ficaram em evidência durante a manifestação. Também houve menção à padroeira do Brasil.
Em falas e cartazes, os apoiadores do presidente buscaram colocar Flávio como possível ameaça à democracia, à Constituição e a políticas públicas.
Também atacaram a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília, e criticaram os acenos do presidenciável ao governo de Donald Trump.
A agenda fez parte da mobilização incentivada pela esquerda nos últimos dias para ampliar o apoio a Lula, que ficou atrás de Flávio no primeiro turno. Os dois voltam a se enfrentar no próximo dia 25, quando ocorre o segundo turno.
O final de semana teve manifestações favoráveis a Lula em diferentes pontos do país, com destaque para a multidão que se reuniu com o petista na avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11).
O presidente ficou em Brasília nesta segunda-feira e não participou do ato em Copacabana. A manifestação no Rio contou com parlamentares de esquerda, estudantes, sindicalistas e famílias.
Jovens e idosos estiveram presentes. O vermelho do PT predominou nas roupas do público.
Diferentes momentos do ato tiveram menção à defesa dos trabalhadores e do fim da escala 6x1 –seis dias de trabalho e um de descanso na semana.
A lista de políticos presentes contou com nomes como os deputados federais do Rio Benedita da Silva (PT), Glauber Braga (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB) e Lindbergh Farias (PT).
Outra manifestação favorável a Lula foi convocada nesta segunda-feira em frente aos arcos da Lapa, na zona central do Rio. O evento reuniu artistas ligados ao mundo do samba e parlamentares do PT.
Na Lapa, Lindbergh Farias lembrou o movimento dos caras pintadas, movimento que ele liderou como presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) em 1992 pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor.
"Subo aqui emocionado e esperançoso. Porque o que houve sábado, domingo e segunda-feira não foi qualquer coisa. Nós tomamos as ruas do Brasil para defender a democracia. Eu comecei como líder estudantil. Lembro o que foi aquela explosão do movimento dos caras pintadas. Vou dizer uma coisa com vocês: sabe há quanto tempo a gente não coloca tanta gente nas ruas? Desde os caras pintadas".
O ato em Copacabana ocupou trechos da avenida Atlântica neste feriado de Nossa Senhora Aparecida. A padroeira do Brasil foi saudada durante os discursos dos apoiadores de Lula.
Nossa Senhora Aparecida virou foco de polêmica nestas eleições. Isso ocorreu após a disseminação de boatos de que Flávio defenderia a retirada do título de padroeira do país —algo desmentido pela campanha dele.
O evento na zona sul carioca foi marcado para as 12h. Por volta das 12h40, a concentração se estendia pela avenida Atlântica entre as ruas Sá Ferreira e Xavier da Silveira. Esse trecho somava quatro quarteirões.
O público cresceu em seguida e se espalhou, inclusive para a areia, já que os trios elétricos andaram pela Atlântica. Procurada, a Polícia Militar disse não ter uma estimativa de quantas pessoas compareceram ao evento.
Os discursos só podiam ser ouvidos com maior clareza perto do trio elétrico que transportou as lideranças do ato.
A reportagem presenciou reclamações de apoiadores em relação à qualidade do som. Um fator que abafou os discursos foi a presença de músicos que embalaram parte do público com seus instrumentos.
Lula aparece numericamente atrás de Flávio nas pesquisas de intenção de voto. A estratégia do PT para tentar virar a disputa passa por reduzir a abstenção no segundo turno e por pedir à militância que convença outras pessoas a mudarem de voto.
OUTROS ATOS NO PAÍS
Manifestações, caminhadas, carreatas e panfletagens seguem ocorrendo em diferentes regiões do país. Também nesta segunda-feira, um ato pró-Lula reuniu apoiadores na região da Barra, em Salvador.
O mesmo local recebeu uma passeata no domingo. "Precisamos virar o jogo, derrotar a extrema direita e garantir mais democracia, direitos, soberania e desenvolvimento para o nosso povo", declarou a Frente Brasil Popular da Bahia ao convocar o ato.
No domingo, apoiadores do presidente saíram em passeata do parque 13 de Maio até o Marco Zero, na área central do Recife.
A manifestação foi convocada por estudantes ligados a UNE (União Nacional dos Estudantes), UEP (União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto), DCE-UFPE (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco), APG-UFPE (Associação de Pós-Graduandos da UFPE) e ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).
"Não existe universidade pública forte sem democracia, não existe futuro sem educação e não existe transformação sem juventude organizada", dizia a convocação do ato no Recife.
Nesta segunda-feira estava prevista uma caminhada em Fortaleza. Na terça-feira (13), segundo o Comitê Popular de Luta, que tem reunido a agenda, são aguardados atos em locais como Belém, Salvador, Fortaleza, Riacho Dantas (SE), Brasília, Campo Grande, Divinópolis (MG), São Paulo e Porto Alegre.
