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Zema avalia desistir de candidatura em meio à pressão de aliados

Zema avalia desistir de candidatura em meio à pressão de aliados

Candidato do Novo não decolou nas pesquisas e tem sido questionado até mesmo internamente

Por Gabriela Echenique/Fábio Zanini/Folhapress

28/09/2026 às 18:15

Atualizado em 28/09/2026 às 18:03

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados/Arquivo

Imagem de Zema avalia desistir de candidatura em meio à pressão de aliados

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo)

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) avalia desistir da disputa a menos de uma semana do primeiro turno. A equipe do ex-governador de Minas Gerais e a cúpula do partido ainda discutem, no entanto, se é a melhor decisão a ser tomada e como ela seria anunciada.

O movimento se intensificou após o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) anunciar a desistência da candidatura ao Senado nesta segunda-feira (28) para apoiar os candidatos da chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

Candidatos do Novo têm pressionado pelo fim da candidatura de Zema, que obtém patamares menores do que 5% na corrida eleitoral. Uma das que divulgaram essa posição foi Marina Helena (SP), que anunciou na semana passada apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

Na semana passada, o candidato ao Senado Marco Antônio Superman (MG) declarou apoio a Flávio e fez um apelo para que Zema também apoie.

"O Zema pode ser um verdadeiro patriota se ele escolher apoiar Flávio Bolsonaro para não ter a menor chance de Lula chegar no 2º turno", disse.

Nesta segunda (28), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aproveitou o anúncio da desistência de Salles para fazer pressão em âmbito nacional sobre Zema, ao dizer que seria bom unir toda a direita na reta final. "A nossa parte nós estamos fazendo", disse.

Se optar por deixar a disputa, Zema deve repetir o tom adotado por Salles de que é preciso fazer algo para evitar a reeleição do presidente Lula (PT). Assim, sairia com o discurso de que pensa em um projeto para o país e não em benefício próprio.

O ex-governador entrou na disputa, em grande medida, para ajudar o partido a cumprir a cláusula de barreira.

Mas a avaliação agora é que os candidatos a deputado federal do Novo estão com suas campanhas consolidadas e que não é mais necessário um cabeça de chapa presidencial para ajudar a torná-las competitivas.

Desde a pré-campanha Zema tem sido pressionado a deixar a disputa. O discurso é de que a saída de Zema pode ajudar a eleger Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Uma ala do partido, no entanto, ainda pondera se a saída será suficiente para isso. Segundo a última pesquisa Datafolha, Zema tem apenas 1% das intenções de voto.

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