Home
/
Noticias
/
Justiça
/
Zanin pede liberação integral de dados de celular de Vorcaro após quebra de sigilo
Zanin pede liberação integral de dados de celular de Vorcaro após quebra de sigilo
Por Redação
11/09/2026 às 14:39
Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo
O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal)
O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, para que seja liberada, na íntegra, a mídia do celular do empresário Daniel Vorcaro apreendido pela PF (Polícia Federal) em novembro de 2025.
Na noite de quinta (10), Fachin solicitou a André Mendonça, relator do caso Master no tribunal, que o sigilo de parte dos processos envolvendo a investigação fosse retirado. O magistrado atendeu ao pedido, porém, foram liberados os relatórios da PF sobre o conteúdo do celular de Vorcaro, e não a íntegra das suas mídias, como fotos, vídeos e notas.
No ofício, Zanin afirma que o material disponível no celular do ex-banqueiro está diretamente relacionado ao caso e que a decisão de Fachin para a quebra de sigilo já abrange o conteúdo.
Segundo ele, a disponibilização da mídia servirá para permitir a apreciação "necessária e completa" do julgamento que tem sessão marcada para a próxima terça (15). Na data, os integrantes da corte se reunirão em plenário para decidir sobre relatório da Polícia Federal que aponta o também ministro Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro.
O julgamento pode resultar na abertura de uma investigação contra Moraes ou na anulação do relatório que mostra diálogos entre o ministro e Vorcaro, conforme pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República), em 1º de setembro.
Mendonça retirou o sigilo de 14 procedimentos. No pedido, Fachin destacou como exceção apenas o material cujo sigilo seria importante para não atrapalhar o andamento das próximas etapas do caso.
Contudo, a divulgação dos relatórios despertou reclamações por parte de Moraes. Em ofício enviado a Fachin nesta sexta (11), o magistrado disse que Mendonça não cumpriu o pedido de retirada do sigilo do caso e fez uma "escolha seletiva" do que viria a público.
Os documentos revelados até o momento apontam que o contrato feito pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher de Moraes, para o Master foi editado pelo próprio ministro. Além disso, o contrato, assinado em 2024, previa uma "consultoria estratégica" em procedimentos perante a Polícia Federal, as Polícias Civis, o Banco Central, a Receita Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
