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Setembro Amarelo: Ireuda Silva chama atenção para impacto do suicídio entre a população negra na Bahia
Setembro Amarelo: Ireuda Silva chama atenção para impacto do suicídio entre a população negra na Bahia
Por Redação
14/09/2026 às 10:21
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
Durante o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio, a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, chama atenção para o impacto da violência e das desigualdades sociais na saúde mental da população negra. Um levantamento sobre os suicídios registrados no Nordeste entre 2019 e 2022 aponta que 82,7% das vítimas eram pessoas negras. Na Bahia, esse percentual chegou a 86,2%. Os dados correspondem à população geral e não fazem um recorte específico por gênero.
Para Ireuda, os números reforçam a necessidade de ampliar as políticas de prevenção e de garantir que as ações de cuidado em saúde mental considerem as desigualdades raciais. “Quando olhamos para esses números, precisamos entender que estamos falando de vidas, de famílias e de pessoas que muitas vezes enfrentam situações de vulnerabilidade, discriminação e falta de acesso adequado à assistência”, afirma.
A vereadora também destaca dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) referentes a 2019. Naquele ano, a taxa de mortalidade por suicídio registrada entre a população negra foi de 89,91, enquanto entre a população branca ficou em 8,55, segundo o recorte apresentado pela pasta. “O Setembro Amarelo precisa ser também um momento de discutir as condições que levam uma pessoa ao sofrimento”, defende Ireuda.
Para a vereadora, falar sobre prevenção ao suicídio também significa combater o silêncio e criar espaços seguros para que pessoas em sofrimento possam pedir ajuda. “Devemos estar atentos aos sinais, ouvir sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional. Cuidar da saúde mental também é uma forma de preservar vidas”, conclui.
