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Na GCM, quem comanda hoje pode estar na viatura amanhã, diz João Neto em debate sobre hierarquia

Na GCM, quem comanda hoje pode estar na viatura amanhã, diz João Neto em debate sobre hierarquia

Por Redação

11/09/2026 às 16:45

Foto: Divulgação

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Uma discussão entre o GCM João Neto e o coronel Sturaro, durante entrevista ao Radar do Poder, colocou em evidência diferentes visões sobre hierarquia, antiguidade, experiência e exercício do comando dentro da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador.

Durante o debate, João Neto defendeu que um guarda que ingressa hoje na corporação pode construir sua carreira e, futuramente, chegar ao cargo de Inspetor-Geral. O argumento tem como base a estrutura estabelecida pela Lei Municipal nº 9.640/2022, que prevê que a função seja exercida por servidor efetivo da GCM, preferencialmente integrante da classe GCM Inspetor, embora a nomeação seja de livre escolha do chefe do Executivo.

Na avaliação de João Neto, a estrutura permite que o servidor transite por diferentes responsabilidades ao longo da carreira. Assim, um integrante que atualmente exerce atividade operacional pode assumir uma função de comando no futuro e, posteriormente, voltar ao trabalho nas ruas.

A posição provocou uma ponderação do coronel Sturaro. Para ele, em uma instituição de segurança armada, fatores como hierarquia, disciplina, antiguidade e experiência possuem peso relevante para a preservação da autoridade e para o funcionamento adequado da cadeia de comando.

Sturaro chamou atenção, especialmente, para situações em que um agente mais novo passa a comandar servidores com maior tempo de serviço e experiência. Na avaliação do coronel, essa dinâmica pode gerar desafios internos que precisam ser considerados em uma instituição ligada diretamente à segurança pública.

João Neto contrapôs destacando o caráter civil da Guarda Municipal e as diferenças existentes entre sua estrutura de carreira e a lógica adotada pelas instituições militares. Segundo ele, ocupar uma posição de chefia em determinado período não torna o servidor permanentemente superior aos demais, da mesma forma que estar subordinado hoje não impede que o profissional exerça uma função de liderança no futuro.

A própria trajetória de João Neto foi utilizada como exemplo. Primeiro Inspetor-Geral oriundo da carreira da GCM de Salvador, ele atualmente trabalha como patrulheiro de viatura e afirma estar satisfeito com o retorno à atividade operacional.

“Hoje eu faço o que eu gosto, que é operar na viatura”, declarou.

Na sequência, João Neto sintetizou sua visão sobre liderança em uma frase que marcou o debate: “Quem um dia comandou tem que saber ser comandado.”

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