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Ireuda cobra mudança na baixa representação feminina no Parlamento: “Precisamos mudar essa realidade”
Ireuda cobra mudança na baixa representação feminina no Parlamento: “Precisamos mudar essa realidade”
Por Redação
28/09/2026 às 10:34
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
A baixa participação das mulheres no Parlamento brasileiro revela uma realidade que precisa ser transformada, segundo a vereadora de Salvador Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O Brasil ocupa a 138ª posição no ranking de participação feminina nos parlamentos nacionais da União Interparlamentar (IPU). Na Câmara dos Deputados, são 88 mulheres entre as 513 cadeiras, enquanto no Senado elas ocupam 15 das 81 vagas. O cenário contrasta com o perfil do eleitorado: as mulheres representam 52,8% das pessoas aptas a votar nas eleições de 2026, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para Ireuda, a presença feminina nos espaços de poder precisa deixar de ser tratada apenas como uma questão eleitoral e passar a ser encarada como uma necessidade para o fortalecimento da democracia. A vereadora defende mudanças que garantam às mulheres condições efetivas de disputar eleições e ocupar espaços de decisão, especialmente dentro dos próprios partidos políticos, onde, segundo especialistas ouvidas pela CNN Brasil, ainda existem obstáculos relacionados a financiamento, apoio político e estrutura de campanha.
A vereadora também chama atenção para as desigualdades que atingem de maneira ainda mais intensa mulheres negras. Dados e análises apresentados na reportagem apontam que os obstáculos políticos se combinam com fatores relacionados a raça e classe, reduzindo ainda mais as possibilidades de acesso dessas mulheres aos cargos eletivos. “Precisamos mudar essa realidade. As mulheres são maioria da população e do eleitorado, mas ainda estão longe de ocupar os espaços de poder na proporção que deveriam”, defende a vereadora.
O levantamento mostra ainda que a sub-representação feminina não é explicada apenas pelo sistema eleitoral. Pesquisadoras ouvidas pela CNN apontam o papel dos partidos na seleção e no financiamento das candidaturas. Embora a legislação estabeleça percentual mínimo de candidaturas de cada sexo nas eleições proporcionais, o número de mulheres efetivamente eleitas permanece muito abaixo da presença feminina no eleitorado. Para Ireuda, superar esse quadro exige compromisso político permanente para que as mulheres não sejam apenas candidatas, mas tenham condições reais de disputar e conquistar espaços de poder.
