/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

Flávio Bolsonaro mira debate e Sudeste e tenta superar crise de fake news em última semana

Flávio Bolsonaro mira debate e Sudeste e tenta superar crise de fake news em última semana

Candidato do PL dedica semana decisiva aos maiores colégios eleitorais do país

Por Augusto Tenório/Carolina Linhares/Folhapress

28/09/2026 às 20:45

Foto: Vittor Sales/Divulgação

Imagem de Flávio Bolsonaro mira debate e Sudeste e tenta superar crise de fake news em última semana

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro (PL) chegou à última semana de campanha antes do primeiro turno pressionado pela onda de desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida e com foco em assegurar sua vantagem sobre o presidente Lula (PT) no Sudeste, região com maior número de eleitores e onde se concentram os indecisos. O senador planeja compromissos em São Paulo, Rio e Minas Gerais.

O presidenciável do PL também decidiu participar do debate da TV Globo, na quinta-feira (1º), mesmo sem a confirmação de presença do petista, seu principal adversário na corrida. Por isso, deve passar o dia anterior em Brasília sem agendas públicas, dedicado exclusivamente à preparação para o debate.

Será a primeira participação do candidato do PL em debates nesta eleição —Flávio havia decidido que só iria aos debates que tivessem a presença de Lula, e ambos faltaram ao primeiro encontro realizado pela TV Bandeirantes em agosto. Outros debates acabaram cancelados pelas emissoras diante da recusa dos dois primeiros colocados.

Auxiliares do senador afirmam que o debate deve ser desvantajoso para Lula. Além disso, os demais candidatos convidados (Ronaldo Caiado e Augusto Cury) são mais críticos ao petista. Nesse sentido, veem vantagem no comparecimento do senador e também querem evitar críticas de que Flávio estaria fugindo do embate.

Até o domingo da eleição, Flávio pretende dedicar três dias a agendas em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. O candidato à Presidência quer consolidar a vinculação com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

No cálculo de um aliado, a possibilidade de vitória de Tarcísio no primeiro turno pode desmobilizar o eleitorado paulista na segunda rodada. Para Flávio, seria vantajoso mobilizar apoiadores enquanto o governador é candidato.

Nesta segunda-feira (28), Flávio se juntou a Tarcísio e ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) para uma caminhada no Brás, região de comércio popular do centro da capital, e uma visita ao Mercado Municipal. Na terça (29), o candidato também deve cumprir agendas em São Paulo.

Na capital paulista, Flávio segurou uma imagem de Nossa Senhora, recebida de um apoiador, e agradeceu à CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil) um dia após responsabilizar "gente de dentro" da entidade católica pela notícia falsa que circulou sobre ele envolvendo a santa.

"Agradeço à CNBB por confirmar que isso é uma grande fake news, potencializada pelo PT. Foi compartilhada pela Janja, pela Simone Tebet aqui em São Paulo e toda a esquerda por tentar me desgastar", afirmou.

Berço político

Outro ponto de atenção para Flávio é o Rio de Janeiro, onde a situação é mais delicada. Berço político do bolsonarismo, o estado pode eleger ao governo Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula.

Pesquisa Datafolha publicada na última quinta (24) mostrou o ex-prefeito do Rio com 43% e Douglas Ruas (PL) com 30%. Ainda segundo o Datafolha, Flávio tem 44% de intenção de voto no estado, enquanto Lula tem 38%.

Dessa forma, no sábado (3), dia anterior à eleição, Flávio deve se dividir entre agendas no Rio e em São Paulo. Na capital paulista, está prevista uma motociata, uma marca de Jair Bolsonaro (PL) que Flávio repetiu em sua campanha, sobretudo em cidades do Nordeste.

Na sexta-feira (2), Flávio terá agendas em Minas Gerais, estado considerado decisivo para a eleição presidencial, já que nenhum presidente foi eleito sem ter alcançado a maioria dos votos mineiros. Ali, ele conta com Nikolas Ferreira (PL) como seu cabo eleitoral.

No dia do primeiro turno, domingo (4), Flávio e sua mulher devem votar pela manhã no Rio de Janeiro e, durante a tarde, vão acompanhar a apuração em Brasília.

Em temas eleitorais, a tentativa da campanha de Flávio de reverter o dano causado pela desinformação envolvendo Nossa Senhora Aparecida ainda deve marcar a última semana. Nas redes, perfis de adversários publicaram que, se eleito, o candidato do PL iria retirar da santa católica o título de padroeira do Brasil.

A proposta não foi apresentada por Flávio, mas pelo ex-deputado Victorio Galli, em 2007 e acabou arquivada no ano seguinte. O fato de Galli ter trabalhado como assessor especial da Presidência no governo Jair Bolsonaro ajudou a fomentar a notícia falsa.

Aliados reconhecem o prejuízo à imagem do candidato, mas apostam que até o domingo da eleição conseguirão superar a crise.

Após semanas de estabilidade nas pesquisas com certa melhora para Flávio a partir da crise no STF (Supremo Tribunal Federal), Lula deu sinais de recuperação nos últimos dias, segundo a pesquisa Quaest desta segunda. Os candidatos empatam no segundo turno, com 42% cada, enquanto o petista marca 39% na primeira rodada ante 34% do bolsonarista.

A pesquisa captou melhora de Lula entre mulheres, católicos, pessoas de baixa renda e receptores do Bolsa Família —estratos beneficiados pelas últimas medidas do presidente, como aumentar o Bolsa Família e acabar com as bets, e mais impactados pela fake news sobre Nossa Senhora.

Aliados de Flávio ouvidos pela reportagem, no entanto, minimizam esse efeito e afirmam que as pesquisas internas demonstram estabilidade apesar dos movimentos recentes de Lula.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o grupo segue contra as bets e cobrará o governo Lula sobre a autorização para o funcionamento das casas de apostas.

"Nós vamos manter nossa coerência, sempre fomos contra os jogos de azar. O Lula e o PT que devem se explicar aos brasileiros. Por que regulamentou esse 'desgraça', até 82% das famílias ficarem endividadas, e só agora, às vésperas da eleição, está mudando de opinião?", questionou Sóstenes.

A aposta da campanha do PL ainda é o voto útil, visando a desidratar os poucos apoios dos adversários da direita para vencer no primeiro turno ou ultrapassar Lula nas pesquisas do segundo turno.

No domingo (27), em Goiânia, Flávio fez esse apelo ao eleitor diretamente: "Você que está escolhendo um candidato diferente do Flávio e pensa em votar no Flávio no segundo turno, eu peço humildemente: considere já votar em mim no primeiro turno pra gente resolver logo", disse.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.