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Em nova propaganda, Roma explora crise na regulação e Coronel promete proteção a motoristas de aplicativo
Em nova propaganda, Roma explora crise na regulação e Coronel promete proteção a motoristas de aplicativo
Por Carine Andrade, Política Livre
11/09/2026 às 14:09
Atualizado em 11/09/2026 às 14:58
Foto: Divulgação/Arquivo
Rui Costa, Jaques Wagner, João Roma e Angelo Coronel
Os candidatos ao Senado exibiram novas peças publicitárias no programa eleitoral desta sexta-feira (11), com estratégias distintas para apresentar suas candidaturas. João Roma (PL) concentrou o discurso na saúde e nas críticas à fila da regulação na Bahia, Angelo Coronel (Republicanos) destacou uma proposta voltada aos motoristas de aplicativo, enquanto Jaques Wagner (PT)apostou no resgate de sua trajetória pessoal e política.
Roma utilizou relatos de pacientes e familiares para criticar a situação da regulação no estado. A propaganda apresentou histórias de pessoas que teriam enfrentado longas esperas por atendimento e cirurgias e afirmou que o problema se tornou uma marca das gestões do PT na Bahia.
O candidato também recuperou sua atuação como ministro da Cidadania, quando, segundo a propaganda, garantiu orçamento para o funcionamento de comunidades terapêuticas e o acolhimento de pessoas com dependência química. A partir disso, afirmou que pretende levar a experiência administrativa para o Senado.
Entre as propostas apresentadas, Roma disse que sua primeira missão será ampliar os recursos federais destinados à saúde para ajudar o governo baiano a enfrentar os problemas da regulação. O candidato também criticou o uso de grupos de WhatsApp como alternativa encontrada por famílias para tentar conseguir atendimento médico, classificando a situação como um sinal do agravamento da crise.
A peça terminou com Roma se apresentando como “o senador de Neto e de todos os baianos”, reforçando a aliança com o candidato ao governo ACM Neto (União Brasil).
Coronel, por outro lado, direcionou sua propaganda para uma categoria específica: os motoristas de aplicativo. A peça mostrou o relato de um trabalhador que sofreu um acidente enquanto dirigia e passou a enfrentar dificuldades após ficar impossibilitado de trabalhar.
A partir do caso, Coronel apresentou um projeto de lei que prevê que as plataformas de transporte por aplicativo façam a contribuição ao INSS sem descontar o valor do trabalhador. Segundo a propaganda, a medida garantiria acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio por incapacidade, além de ampliar a proteção às famílias dos motoristas.
O candidato apresentou a proposta como uma resposta às transformações provocadas pela tecnologia no mercado de trabalho. A mensagem central foi de que, apesar da mudança na forma de trabalhar, os profissionais continuam precisando de direitos e proteção social.
Coronel também voltou a reforçar sua ligação com os municípios e com ACM Neto. A propaganda terminou com manifestações de apoio à candidatura e com a defesa da permanência do senador no Congresso para continuar atuando em favor das cidades baianas.
Já Jaques Wagner apresentou uma peça semelhante, na estrutura, à exibida por Rui Costa na última quarta-feira (9), utilizando depoimentos para reconstruir sua trajetória. O programa relembrou sua atuação no movimento estudantil durante a ditadura militar, sua chegada à Bahia e a militância pela redemocratização.
A propaganda também destacou a participação de Wagner na fundação e consolidação do PT na Bahia e sua passagem pelo governo estadual. Foram citadas realizações como os programas Água para Todos e Luz para Todos e a implantação do metrô em Salvador.
O discurso buscou associar a trajetória de Wagner à defesa da democracia, do diálogo e das transformações sociais. A peça também reforçou a parceria política com Lula e Rui Costa, apresentando o trio como uma força para a continuidade do projeto político no estado e no país.
