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Caiado exalta experiência, Flávio mira segurança e mulheres e Lula endurece discurso contra o crime
Caiado exalta experiência, Flávio mira segurança e mulheres e Lula endurece discurso contra o crime
Por Carine Andrade, Política Livre
17/09/2026 às 14:07
Na propaganda eleitoral desta quinta-feira (17), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) apostaram em formatos semelhantes para apresentar suas trajetórias e propostas, enquanto Lula (PT) concentrou o programa na segurança pública e apresentou a PEC da Segurança como uma das principais medidas de seu governo para o setor.
Caiado utilizou um formato de entrevista, semelhante a um podcast, para destacar os 40 anos de experiência na vida pública e defender sua trajetória política. O candidato afirmou que sua principal credencial é a ausência de envolvimento em escândalos de corrupção.
“A minha moral é intocável”, declarou. Caiado também criticou a transformação da política em instrumento de enriquecimento ilícito e afirmou que a corrupção deve ser combatida independentemente do grupo político envolvido.
“Corrupção, ela é igual pra tudo”, disse. Ao longo do programa, o candidato apresentou a experiência acumulada em quatro décadas de vida pública como argumento para sua candidatura e afirmou ter “coragem e experiência para mudar o Brasil”.
Flávio Bolsonaro também recorreu a um formato de apresentação de sua trajetória política. O programa destacou seus quatro mandatos como deputado estadual e sua atuação como senador, além de apresentar propostas para diferentes áreas.
Na segurança, o candidato anunciou o programa “Brasil Sem Medo”, com medidas voltadas ao combate a crimes como roubo de celulares e violência contra mulheres. Entre as propostas está a utilização de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores de mulheres que estejam submetidos a medidas protetivas e a duplicação da pena para quem roubar celulares.
O programa também deu espaço às mulheres. Flávio apresentou o “Brasil com Elas”, voltado ao combate à violência, qualificação profissional, acesso a crédito e geração de oportunidades. Também propôs um voucher-creche para famílias que não encontrem vagas na rede pública e a criação de centros de referência para pessoas com transtorno do espectro autista.
Pela primeira vez na campanha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou da propaganda, com um depoimento favorável à candidatura do enteado.
Lula, por sua vez, adotou um discurso mais duro sobre segurança pública. O presidente defendeu a PEC da Segurança Pública e afirmou que o modelo atual, com atribuições distribuídas entre União, estados e municípios precisa ser fortalecido por meio de maior integração.
A PEC 18/2025, enviada pelo governo federal ao Congresso em 2025, prevê mudanças na organização da segurança pública e amplia a cooperação entre União, estados e municípios. O texto aprovado pela Câmara chegou ao Senado e, em setembro de 2026, avançou na Comissão de Constituição e Justiça.
No programa, Lula afirmou que seus adversários estão “jogando contra” a proposta e defendeu a participação mais efetiva do governo federal no combate à criminalidade.
A propaganda dividiu os alvos da política de segurança em quatro grupos: “os traficantes, os agressores de mulheres, os ladrões de celular e os magnatas do crime”. Lula também defendeu a integração entre Polícia Federal, polícias estaduais e forças municipais, além da ampliação do programa Celular Seguro.
Entre as medidas apresentadas estão a transformação de presídios estaduais em unidades de padrão federal, a retomada de territórios ocupados por organizações criminosas e o combate ao financiamento das facções por meio do rastreamento do dinheiro.
“Seguir o dinheiro e fechar a torneira que financia o crime organizado”, afirmou o presidente.
A propaganda também associou o combate à violência a políticas de prevenção. Lula defendeu a ampliação do Pé-de-Meia para estudantes da rede pública e afirmou que investir na educação seria parte da estratégia para evitar que jovens ingressem na criminalidade.
O programa ainda retomou o discurso econômico apresentado anteriormente pela campanha, com a promessa de isenção de impostos sobre produtos da cesta básica e itens de higiene.
