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Líder indigenista que teve candidatura barrada pelo PSB acusa partido de violência de gênero
Líder indigenista que teve candidatura barrada pelo PSB acusa partido de violência de gênero
Neidinha Suruí já tinha registrado candidatura ao Senado, mas direção nacional interveio
Por Gabriela Echenique/Folhapress
18/08/2026 às 20:00
Foto: Arquivo pessoal
A líder indigenista e ativista Neidinha Suruí
A Executiva Nacional do PSB decidiu barrar as candidaturas majoritárias em Rondônia após fechar uma aliança com o PT no estado.
Entre as vetadas está a líder indigenista e ativista Neidinha Suruí, que disputaria o Senado.
À coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, Neidinha, que é mãe da também ativista Txai Suruí, disse que nunca foi procurada pelo presidente da legenda, João Campos, e acusa a direção nacional de violência de gênero.
"As mulheres sofrem violência política diariamente, mas ficam caladas e, por isso, nada muda. Eu não ficarei calada", disse.
A decisão do partido foi tomada no último dia 13. No documento, o PSB determina a dissolução do diretório estadual do partido e anula a convenção feita no dia 20 de julho que lançou Neidinha ao Senado e Samuel Costa ao governo do Estado.
A indigenista diz que foi barrada porque não quis apoiar o candidato do PT ao governo do Estado, Expedito Netto. Quando deputado federal, Netto votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT).
"Não subo no palanque dele. Já apoiou vários projetos contra o meio ambiente e não irei contra o que defendo. Eles fazem uma pataquada sem sentido", afirmou.
O PSB alega que os órgãos estaduais estavam obrigados a submeter as candidaturas previamente à direção nacional e que a legenda já tinha decidido se coligar com o PT no estado. O documento acusa o diretório de "afronta às diretrizes do partido".
Mas integrantes do diretório destituído afirmam que a obrigação era apenas em caso de coligação, o que não aconteceu. Além disso, dizem que nunca foram comunicados sobre qualquer tipo de ação e foram pegos de surpresa com a intervenção decretada neste mês.
O PSB decidiu indicar Rosângela Cipriano ao Senado na chapa coligada com o PT, que já tem dois nomes: Luciana Oliveira (PT) e Aires Mota (PV). O nome dela, no entanto, ainda não foi registrado no TSE.
