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Ireuda Silva destaca avanço das candidaturas femininas, mas alerta para desafios à presença das mulheres na política
Ireuda Silva destaca avanço das candidaturas femininas, mas alerta para desafios à presença das mulheres na política
Por Redação
24/08/2026 às 09:55
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
A vereadora de Salvador Ireuda Silva (Republicanos) destacou o crescimento da participação feminina nas eleições de 2026, mas chamou atenção para o fato de que as mulheres ainda representam pouco mais de um terço das candidaturas no país. Ao todo, 20.704 candidaturas estão em disputa, sendo 7.217 de mulheres, o equivalente a 34,86% do total. Para a vereadora, os números mostram avanços, mas também revelam que a presença feminina nos espaços de poder ainda está distante de uma representação proporcional.
“Ter mais mulheres nas urnas é importante, mas precisamos olhar também para as condições que essas candidatas têm para disputar uma eleição. Não basta apenas garantir a presença feminina nas chapas. É preciso assegurar estrutura, recursos, visibilidade e condições reais de competitividade”, avalia Ireuda, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação.
No recorte partidário, o Republicanos aparece na terceira posição entre as legendas com maior número de candidaturas femininas, com 426 mulheres em efetiva disputa em todo o país. Para Ireuda, o resultado reforça a responsabilidade dos partidos na formação e no fortalecimento de novas lideranças femininas.
“Os partidos têm um papel fundamental nesse processo. Precisamos incentivar a formação de novas lideranças, ampliar a participação das mulheres nas decisões internas e garantir que elas tenham apoio para transformar suas candidaturas em mandatos”, afirma.
Os dados também revelam desigualdades quando observados a partir do recorte racial. Entre as candidaturas analisadas, 10.206 são de pessoas negras, correspondendo a 49,64% do total. A classificação da Justiça Eleitoral considera como negras as pessoas pretas e pardas. Também foram registradas 191 candidaturas de pessoas indígenas, equivalentes a 0,93%.
Na avaliação da vereadora, a discussão sobre representatividade feminina precisa considerar as diferentes realidades enfrentadas pelas mulheres. “Quando falamos em ampliar a presença das mulheres na política, também precisamos perguntar quais mulheres estão chegando. Mulheres negras, indígenas e periféricas enfrentam obstáculos ainda maiores para acessar os espaços de poder”, pontua.
