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Governo muda regra para aumentar interesse de bancos a Desenrola Adimplentes

Governo muda regra para aumentar interesse de bancos a Desenrola Adimplentes

Regulamentação permite que todas instituições participantes combinem recursos próprios com os da União

Por Guilherme Pimenta/Folhapress

07/08/2026 às 21:15

Atualizado em 07/08/2026 às 20:53

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

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O ministro Dario Durigan (Fazenda)

A equipe econômica do governo alterou as regras do Desenrola Adimplentes, que tem início na próxima segunda-feira (10), para ampliar o interesse das instituições financeiras em oferecer a linha de crédito subsidiada.

A mudança permite que todos os bancos participantes utilizem recursos próprios nas operações, reduzindo a concentração desse papel no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

Pela nova sistemática, qualquer instituição habilitada poderá combinar capital próprio com os recursos disponibilizados pela União, de até R$ 3 bilhões, para financiar as operações de repactuação de dívidas. A alteração foi aprovada nesta sexta-feira (7) pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Antes, o uso de recursos próprios estava concentrado no BB e na Caixa, que teriam de comprometer seu capital inclusive em operações realizadas por outras instituições financeiras.

O programa, lançado às vésperas da eleição, é voltado para a negociação de dívidas de pessoas que estão com as contas em dia, mas com risco de inadimplência.

Quando lançado, ao final de junho, os bancos privados apresentaram resistência à adesão ao programa, devido às regras que estavam em vigor. O Desenrola Adimplentes visa beneficiar trabalhadores informais e autônomos, sem vínculo CLT, com dívidas de até R$ 15 mil no dia da contratação da operação.

Com a alteração, cada banco participante passará a aportar 30% dos recursos de cada operação, enquanto os 70% restantes serão provenientes da União. O CMN também revogou um dispositivo que previa a remuneração de Banco do Brasil e Caixa pelo uso de seus recursos próprios em operações conduzidas por outras instituições.

Segundo o texto, divulgado pelo Ministério da Fazenda, a nova estrutura busca criar incentivos mais adequados para a adesão das instituições financeiras ao programa, preservando a eficiência na utilização dos recursos públicos.

O teto de juros do Desenrola Adimplentes é de 1,99% ao mês, abaixo das taxas que costumam ser praticadas em empréstimos pessoais, com garantia do FGO (Fundo Garantidor de Operações).

As operações elegíveis para o Desenrola Adimplentes serão as de crédito pessoal não consignado. Para participar, o contrato deverá ter pelo menos quatro parcelas já pagas. Além disso, a dívida deverá estar em dia ou apresentar atraso de, no máximo, 90 dias.

O CMN é composto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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