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'Em média, 80% dos pedidos de regulação acontecem em 24 horas', diz Jerônimo Rodrigues
'Em média, 80% dos pedidos de regulação acontecem em 24 horas', diz Jerônimo Rodrigues
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
26/08/2026 às 15:58
Atualizado em 26/08/2026 às 15:51
Foto: Reprodução/Arquivo
O governador Jerônimo Rodrigues (PT)
Em entrevista à rádio Povo FM, de Feira de Santana, nesta quarta-feira (26), o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), admitiu a necessidade de melhorar o funcionamento da regulação de pacientes no estado, um dos principais pontos de crítica da oposição à sua gestão. Porém, de acordo com ele, em média, 80% dos pedidos são atendidos em até 24 horas.
O gestor disse que o sistema de saúde depende da atuação conjunta de municípios, Estado e União e defendeu que os dados sobre o tempo de espera podem ser auditados.
“Eu reconheço que nós precisamos melhorar, não tenho dúvida disso. Nós vamos ter que melhorar os serviços de saúde e educação, mas eu digo que quando eu falo em serviço de saúde, é um sistema único de saúde. Onde o município tem que fazer sua parte, o Estado fazendo sua parte, a União fazendo sua parte”, declarou.
O chefe do Palácio de Ondina ainda ressaltou que os registros da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) apontam que 80% dos pedidos de regulação são resolvidos em até 24 horas e que os dados são acompanhados pelo Ministério Público e podem ser submetidos a auditoria.
“O número real é esse. Em média, 80% dos pedidos de regulação acontecem em 24 horas. Não tem outro número. E isso é auditável. O ministério público acompanha. O material fica registrado”, continuou.
O petista ainda aproveitou a ocasião para afirmar que o prazo é de até 72 horas para casos considerados passíveis de espera pela equipe médica e pelos municípios, diferenciando essas situações dos atendimentos de urgência.
“E, no máximo, em 72 horas, aqueles casos, que a própria medicina e a SESAB, junto com os municípios, entendem que é possível aguardar o atendimento daqueles mais graves, se é de urgência”, acrescentou.
Durante a entrevista, o chefe do Executivo baiano fez questão de transferir parte da discussão sobre a estrutura de saúde para os municípios. Ao citar Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, ele questionou a ausência de um hospital municipal.
“Você imagina o que é. Já que eu estou falando para diversos municípios, eu aproveito para dizer agora. Como é que um município como Feira de Santana, 700 mil habitantes, se não tem um hospital municipal?”, indagou.
