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Datafolha: Cleitinho lidera disputa em MG com 32%; Patrus e Kalil têm 12% cada
Datafolha: Cleitinho lidera disputa em MG com 32%; Patrus e Kalil têm 12% cada
Mateus Simões, Flávio Roscoe e Gabriel estão empatados com 4% cada um
Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress
21/08/2026 às 20:50
Foto: Ton Molina/Agência Senado/Arquivo
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos)
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa para o Governo de Minas Gerais, de acordo com nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).
O congressista, cuja trajetória nos últimos meses foi marcada por um vaivém em relação à sua candidatura, marca 32% das intenções de voto no primeiro turno.
Em segundo lugar, estão Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), ambos ex-prefeitos de Belo Horizonte, com 12% cada um.
O atual governador Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) marcaram 4% cada.
Túlio Lopes (PCB) aparece com 2%. Tiveram 1% Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP). Henrique Áreas (PCO) não pontuou.
Votos em brancos e nulos somam 14%, e os indecisos, 13%.
O levantamento foi feito de terça (18) a quinta (20) com 1.204 eleitores do estado. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, e o intervalo de confiança, de 95%. O levantamento está registrado sob o código MG-00446/2026.
Contratada pelo jornal Folha de São Paulo e pela TV Globo, esta é a primeira pesquisa Datafolha divulgada após a conclusão do registro das candidaturas e início oficial da campanha.
Na pesquisa espontânea (quando os nomes dos concorrentes não são apresentados ao entrevistado), Cleitinho também lidera, com 15% das intenções de voto. Nesse quesito, no entanto, é dominante a fatia dos indecisos: somam 64%. Patrus e Kalil marcaram 3% cada um. Outros 2% citaram Romeu Zema (Novo), que concorrerá à Presidência da República.
A corrida pelo governo mineiro é uma das mais tumultuadas deste ciclo eleitoral. A começar por Cleitinho. O senador, líder da disputa, foi e voltou sobre a candidatura ao Executivo do estado, comportamento que causou constrangimento no partido.
A indefinição foi marcada por vídeo de IA e um chamado do Espírito Santo.
Do plano nacional para o estado-espelho, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), principais candidatos à Presidência neste ano, demoraram tanto para definir seus nomes no estado que acabaram, um com um deputado federal e outro com um empresário lançados de última hora.
A candidatura de Patrus surgiu de intervenção do próprio Lula após negativas reiteradas do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), enquanto o PL oficializou Roscoe para garantir um palanque no estado após as idas e vindas de Cleitinho para o cargo.
Minas é tido como estado-chave para a eleição presidencial. Além de servir como representação do país, com as características sociodemográficas diversas do estado, desde a redemocratização todos os eleitos presidentes também obtiveram vitória nas urnas mineiras.
No quesito rejeição, 29% dos eleitores que dizem que não votariam em Patrus Ananias de jeito nenhum. O mesmo disseram 23% dos entrevistados sobre Alexandre Kalil, segundo o Datafolha. Flávio Roscoe marcou 17% de rejeição, e Cleitinho e Simões, 14% cada.
Ideologia
No eleitorado bolsonarista, 56% declaram voto em Cleitinho. O senador também marca 15% entre os petistas e 27% das intenções de voto de eleitores não alinhados a nenhum dos polos.
Já entre os petistas a intenção de voto predominante é em Patrus Ananias. Um percentual de 26% declara voto no deputado. Fazem o mesmo uma parcela de 2% dos bolsonaristas e de 5% dos não alinhados.
Ainda entre os petistas, 14% citam Kalil, que registra 16% entre os não alinhados e 6% no eleitorado bolsonarista.
Para os segmentos de bolsonaristas e petistas, a margem de erro é de 5 pontos percentuais, e para os não alinhados, de 6 pontos.
Entre quem cita o PT como partido de preferência, 12% afirmam Cleitinho como seu voto se a eleição fosse hoje, contra 65% entre os que declaram o PL como sua legenda preferencial e 40% que citam outra sigla.
No caso de Patrus, 31% dos que apontaram o PT pretendem votar o ex-prefeito. No grupo daqueles que declaram outra legenda, 9% afirmam que votariam nele. O petista não pontua entre os que mencionam o PL como sua preferência.
Já Kalil tem 15% entre quem prefere o PT, 16% entre os que citam outro partido e 2% entre quem aponta o PL o partido de preferência.
Avaliação de governo
O governo de Simões, que assumiu com a renúncia de Zema para disputar a Planalto, é avaliado como bom ou ótimo por 23% dos eleitores do estado, ao passo que 15% consideram a gestão ruim ou péssima. Para 37%, o trabalho é regular.
